Abel recorre a Senna e Guardiola para justificar fase sem títulos
Treinador afirma que nem os maiores vencedores ganham sempre

O técnico Abel Ferreira voltou a recorrer a comparações com Pep Guardiola e Ayrton Senna para justificar a seca de títulos do Palmeiras. Após o empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, na estreia do Brasileirão, o treinador destacou que perder faz parte do esporte e lembrou que nem os maiores vencedores escapam de fases sem conquistas. O Verdão não levanta um troféu desde 2024, quando venceu o Paulistão diante do Santos.
“Vocês tiveram o Ayrton Senna, um dos meus ídolos, que ganhou três e perdeu sete (mundiais de Fórmula 1). Eu entendo perfeitamente, mas as equipes precisam estar preparadas porque vão perder mais do que ganhar. Só um vai ganhar. Mesmo se tivessem 38 Guardiolas ou 38 Ancelottis”, afirmou.
Na sequência, Abel revelou uma conversa que teve com Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, para reforçar o argumento.
“O próprio Ancelotti, um dia tive o prazer de falar com ele. Perguntei: ‘Mister, você que é o treinador mais campeão do mundo’. E ele respondeu: ‘Tenho muitas, mas já perdi muitas também’”, contou.
O treinador também voltou a elogiar a gestão de Leila Pereira no Palmeiras. Abel comparou a postura do clube após a derrota na final da Libertadores de 2025 com a decisão tomada pelo Atlético-MG no ano anterior.
“Há dois anos o Atlético foi para a final da Libertadores. A Leila aguentou (a derrota). O que o Atlético fez? Mandou o treinador embora. Tem tudo a ver com o que você acredita. Felizmente, estou em um clube que é estável nisso. Não vamos ganhar sempre, mas vamos lutar sempre para ganhar. Sei que o brasileiro gosta de ganhar, está no sangue. Mas tenho certeza de que não gostam de ganhar tanto quanto eu”, concluiu.

Abel lamenta falhas defensivas
Sobre a estreia no Brasileirão, Abel avaliou que o Palmeiras foi superior ao Atlético-MG, mas não poupou críticas às falhas da defesa. No primeiro gol do Galo, por exemplo, Murilo errou ao tentar afastar um cruzamento dentro da área.
“Primeiro jogo do ano, em que, na minha opinião, fomos mais perigosos. Nosso adversário também tem méritos, tem bons jogadores. Eles foram mais felizes na forma como fizeram os gols, ou aproveitando erros não forçados que cometemos”, analisou.
O treinador voltou a destacar o volume ofensivo, mas lamentou o resultado.
“Sabemos que esses jogos são difíceis, truncados, e criamos mais chances que nosso adversário. Isso é fundamental. A quantidade de oportunidades pode ditar o resultado. Nosso adversário foi feliz, nós nem tanto. Quando não se pode ganhar, não se perde. Uma pena termos cometido erros não forçados. Precisamos trabalhar em cima deles”, finalizou.
O Palmeiras volta a campo no domingo (1º), às 20h30 (de Brasília), contra o Botafogo-SP, fora de casa, pelo Paulistão. Na sequência, recebe o Vitória, na quarta-feira (28), às 21h30, pela segunda rodada do Brasileirão.









