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Meia do Náutico pede desculpa à árbitra e diz que não agrediria qualquer mulher 

Jean Carlos partiu pra cima da árbitra Deborah Cecília após ser expulso na final do Campeonato Pernambucano, no último sábado 

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Meia do Náutico pede desculpa à árbitra e diz que não agrediria qualquer mulher 
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Depois de ser expulso, perder a cabeça e ir pra cima da árbitra Deborah Cecília, na final do Campeonato Pernambucano no último sábado (30), Jean Carlos, meia do Náutico, utilizou as redes sociais para admitir sua culpa, pedir desculpas e esclarecer que sua intenção não teria sido a de agredir fisicamente a juíza. 

A cena ocorreu no minuto 21 da primeira etapa. Jean Carlos foi expulso por Deborah Cecília depois que a árbitra conferiu no VAR uma cotovelada do atleta em um adversário do Retrô. Os atletas presentes precisaram segurar o camisa 10, que tentou se aproximar da árbitra para questionar o cartão vermelho.

"No momento da expulsão, sim, eu fiquei muito chateado, perdi a cabeça, porque eu sabia que não tinha dado a cotovelada e sim que eu tinha feito o movimento de tirar o braço dele. E no momento que Deborah me deu o cartão eu fui, sim, para cima, mas em forma de reclamação, como qualquer outro jogador indignado poderia fazer", explicou Jean.

O meio-campista ainda disse que não agrediu física ou verbalmente Deborah e que jamais o faria. "Em nenhum momento agredi ela fisicamente, sequer verbalmente. Em todo momento que fui para cima, para falar com ela, era sobre que eu tinha tentando tirar o braço dele, que não tinha dado a cotovelada, mas entendo que pelas imagens parece que eu poderia fazer algo", disse. 

"Sou totalmente contra, jamais encostei a mão em uma mulher e jamais encostaria. Se a Deborah achou em algum momento que isso poderia acontecer, peço desculpas a ela, peço desculpas a todas as mulheres, a todas as torcidas, a quem estava assistindo ou a quem viu alguma notícia", completou o camisa 10. 

Veja o depoimento completo:

"Estou aqui para falar sobre o que aconteceu hoje. Estou vendo várias postagens, notícias, cada um falando o que quer, cada um dizendo o que acha sobre mim e o que aconteceu, e estou aqui para esclarecer. No momento da expulsão, sim, eu fiquei muito chateado, perdi a cabeça, porque eu sabia que não tinha dado a cotovelada e sim que eu tinha feito o movimento de tirar o braço dele.

E no momento que Deborah me deu o cartão eu fui, sim, para cima, mas em forma de reclamação, como qualquer outro jogador indignado no começo de uma partida, em uma final de campeonato, poderia fazer. Em nenhum momento agredi ela fisicamente, em nenhum momento agredi ela sequer verbalmente, porque não faz parte mais da minha vida, acredito que ela pode confirmar isso, em nenhum momento a xinguei.

Em todo momento que fui para cima, para falar com ela, era sobre que eu tinha tentando tirar o braço dele, que não tinha dado a cotovelada, mas entendo que pelas imagens parece que eu poderia fazer algo. Jamais, sou totalmente contra, jamais encostei a mão em uma mulher e jamais encostaria. Se a Deborah achou em algum momento que isso poderia acontecer, peço desculpas a ela, peço desculpas a todas as mulheres, a todas as torcidas, a quem estava assistindo ou a quem viu alguma notícia.

Eu jamais encostaria a mão nela. Em todo momento eu fui questionar ela porque eu não tinha dado cotovelada e sim tirado o braço, mas entendo o meu erro, que a reclamação foi em um tom acima e que eu não precisava ter feito aquilo. Não escondo esse meu erro.

Peço desculpa a todos. Eu só acho que antes da gente falar de alguma pessoa, de alguma atitude dela, a gente tem que conhecer a pessoa. E quem me conhece, quem está próximo de mim sabe que jamais faria algo parecido. Então, novamente peço desculpa à Deborah se ela em algum momento achou que eu poderia agredi-la.

Jamais faria isso. E peço desculpa também a todos. Até minha família, porque eu tenho irmãs, tenho mãe, tenho esposa. Jamais encostaria a mão em alguma mulher. Foi uma forma errada que jamais vai voltar a acontecer".
 

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