Copa do Mundo: Anistia Internacional denuncia abusos no trabalho no Catar
De acordo com a ONG, que ouviu 34 funcionários, há a obrigação de trabalhar em condições extremas, por 12 horas por dia e sem direito a folga

A Anistia Internacional divulgou um relatório nesta quinta-feira (7) com denúncias sobre trabalhos forçados no Catar, sede da Copa do Mundo que será realizada entre novembro e dezembro deste ano.
De acordo com a ONG, que ouviu 34 funcionários, há a obrigação de trabalhar em condições extremas, por 12 horas por dia e sem direito a folga.
"Os abusos que descobrimos podem ser atribuídos ao grande desequilíbrio de poder que ainda existe entre empregadores e trabalhadores migrantes no Catar", afirmou o chefe da área de Justiça Econômica e Social da Anistia Internacional, Stephen Cockburn.
As denúncias foram feitas de forma anônima. Ou seja, a Anistia Internacional não revelou o nome dos 34 funcionários ouvidos para não haver represálias.
No início deste mês, o SBT Sports entrou em contato com a organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), que criticou a Fifa pela fiscalização da proteção e promoção dos direitos humanos no Catar. Para a HRW, o trabalho que a entidade máxima do futebol tem feito é péssimo.
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