Debate na seleção: as convocações que dividiram o Brasil em Copas
Com a proximidade da lista para 2026, relembramos nomes que geraram discussões históricas entre torcida e treinadores

A nova convocação da seleção brasileira acontece na próxima segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, cercada de expectativa e polêmica sobre a presença de Neymar. Você pode acompanhar todos os detalhes no SBT, com transmissão a partir das 15h (de Brasília) no Youtube e às 17h (de Brasília) na TV e no +SBT. Enquanto o novo grupo não é revelado, vale lembrar que as listas para o Mundial sempre foram motivo de debate no país.
Escolher apenas 23 ou 26 jogadores nunca foi uma tarefa simples. Ao longo das décadas, treinadores abriram mão de craques em boa fase ou apostaram em atletas que estavam sob desconfiança médica e técnica. Essas decisões marcaram as campanhas brasileiras, resultando em títulos históricos ou eliminações dolorosas.
Vale lembrar que a Copa do Mundo de 2026 terá transmissão do SBT e +SBT, com narração de Galvão Bueno e Tiago Leifert.
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Polêmicas em convocações da seleção brasilera:
1966 – Ditão como surpresa
A convocação de Ditão para a 1966 FIFA World Cup gerou polêmica porque o zagueiro não era considerado unanimidade entre jornalistas e torcedores, que defendiam outros nomes para a defesa da Brazil national football team.
Na época, surgiram críticas de que sua presença na lista teria sido influenciada por dirigentes e interesses políticos ligados ao Flamengo, clube em que atuava. A situação ganhou ainda mais repercussão após a eliminação precoce do Brasil ainda na fase de grupos, em uma campanha marcada por desorganização, pressão de cartolas e muitas decisões contestadas na montagem do elenco.
1970 - Dadá Maravilha convocado
A convocação de Dadá Maravilha em 1970 foi uma das maiores polêmicas da história da seleção brasileira. Antes do tricampeonato no México, o atacante do Clube Atlético Mineiro não era lembrado pelo técnico João Saldanha, mas era o nome preferido do presidente militar Emílio Garrastazu Médici durante a ditadura.
Após conflitos com dirigentes e o governo, Saldanha acabou demitido, e Mário Zagallo assumiu a equipe e levou Dadá para a Copa. A escolha gerou críticas porque muitos viam a convocação como influência política, e não apenas técnica.
1978 - O corte de Falcão
A ausência de Paulo Roberto Falcão na lista final do Brasil team para a Copa de 1978 gerou grande polêmica porque o meia do Internacional já era visto como um dos jogadores mais talentosos do país. O técnico Cláudio Coutinho optou por deixá-lo fora da convocação, alegando questões táticas e preferência por atletas mais experientes.
A decisão foi muito criticada pela imprensa e por torcedores, principalmente porque Falcão vinha se destacando no futebol brasileiro e, poucos anos depois, virou um dos principais nomes da geração da seleção de 1982.
1986 - Indisciplina de Leandro e Renato Gaúcho
A convocação de Leandro e Renato Gaúcho para a Copa de 1986 ficou marcada por uma grande polêmica envolvendo indisciplina. O técnico Telê Santana, conhecido pela rigidez, cortou os dois após eles fugirem da concentração para ir a um churrasco durante a preparação no México.
Depois, Telê decidiu perdoar Leandro, lateral do Flamengo, mas o jogador recusou disputar a Copa em solidariedade a Renato. Ídolos da seleção, Zico e Júnior chegaram a ir até a casa de Leandro no dia da viagem da delegação para tentar convencê-lo a mudar de ideia, mas ele manteve a decisão e ficou fora do Mundial.
1998 – Romário fora por lesão
Principal nome do ataque brasileiro e herói do tetra em 1994, Romário acabou cortado pelo técnico Mário Zagallo por conta de uma lesão na panturrilha. A decisão dividiu opiniões porque muitos acreditavam que o atacante ainda teria condições de se recuperar a tempo do Mundial.
A pressão foi tão grande que torcedores, jornalistas e até políticos pediram a convocação do jogador. Mesmo assim, Zagallo manteve a decisão e levou Emerson para a vaga. A ausência de Romário virou um dos temas mais debatidos daquela Copa, especialmente após a derrota do Brasil para a França na final.
2002 – A ausência de Romário
Mesmo vivendo grande fase pelo Vasco da Gama e sendo um dos principais artilheiros do país, o atacante ficou fora da lista do técnico Luiz Felipe Scolari. Felipão alegou questões táticas e de grupo, mas a decisão dividiu torcedores e imprensa, que defendiam a experiência de Romário para a Copa. A discussão aumentou porque o jogador era ídolo nacional e campeão mundial de 1994. Mesmo sem ele, o Brasil conquistou o pentacampeonato.
2002 - Ronaldo e Rivaldo como aposta
A convocação de Ronaldo Fenômeno e Rivaldo para a Copa de 2002 foi uma das polêmicas mais curiosas da história da seleção brasileira, já que envolvia dois dos maiores jogadores do futebol. Ambos vinham de lesão e foram apostas do técnico Luiz Felipe Scolari para o Mundial disputado na Ásia. As escolhas foram bastante contestadas por jornalistas e torcedores, que duvidavam da condição física da dupla. No fim, Ronaldo e Rivaldo foram os grandes destaques da campanha do pentacampeonato brasileiro.
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2010 – Neymar e Ganso ignorados
O Brasil inteiro pedia a convocação dos jovens do Santos, que brilhavam no futebol nacional. O técnico Dunga preferiu manter seu grupo de confiança e mais experiente, sendo muito criticado após a eliminação para a Holanda.
2014 – A confiança em Fred
Felipão manteve Fred como titular absoluto durante toda a Copa no Brasil, mesmo com o desempenho abaixo do esperado. Após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha, a escolha por nomes de confiança do técnico foi duramente questionada.
2022 – Daniel Alves convocado
Aos 39 anos e sem ritmo de jogo, Daniel Alves foi chamado por Tite para a Copa no Catar. A torcida preferia nomes mais jovens e velozes, mas o treinador priorizou a liderança do lateral no vestiário. A eliminação nas quartas de final manteve a polêmica viva.









