Fim de uma era: astros dão adeus às Copas do Mundo em 2026
O encerramento das oitavas marca a despedida de Neymar, Cristiano Ronaldo, Modrić e outros grandes nomes das Copas, fechando um dos capítulos mais marcantes da história do futebol


Fim de uma era: astros dão adeus às Copas do Mundo em 2026
A Copa do Mundo de 2026 marcou muito mais do que o início de uma nova geração. Com o encerramento das oitavas de final, o torneio também se despede de grandes ídolos do futebol mundial nas últimas duas décadas.
Nomes como Neymar, Cristiano Ronaldo, Luka Modric, Manuel Neuer e Mohammed Salah deixam o palco mais importante do esporte após trajetórias que ajudaram a definir uma era.
Cada um à sua maneira escreveu capítulos inesquecíveis em Mundiais. Alguns ficaram perto da taça, outros colecionaram recordes e atuações memoráveis. Nenhum deles, porém, conseguiu transformar o sonho do título em realidade neste último capítulo.
Neymar encerra ciclo como maior artilheiro do Brasil
Depois de disputar quatro Copas do Mundo, Neymar se despede como um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira. Estreou em 2014, quando viveu o drama da lesão nas quartas de final, passou pela eliminação para a Bélgica em 2018, sofreu uma das derrotas mais dolorosas da carreira diante da Croácia em 2022 e voltou para tentar um último título em 2026.
Ao longo da trajetória, tornou-se o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, superando Pelé, além de assumir o protagonismo técnico da equipe durante mais de uma década. O troféu da Copa escapou, mas seu legado permanece entre os maiores da camisa amarela.
Cristiano Ronaldo fecha uma carreira histórica
Se Neymar marcou época no Brasil, Cristiano Ronaldo fez o mesmo por Portugal. Presente em seis edições da Copa do Mundo, o atacante encerra uma das carreiras mais longevas e vitoriosas da história do futebol.
O camisa 7 disputou seu primeiro Mundial em 2006 e liderou diferentes gerações portuguesas até 2026. Mesmo tendo conquistado títulos importantes com a seleção, como a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações, a Copa do Mundo foi o único grande troféu que faltou em sua coleção.
Ainda assim, Cristiano deixa o torneio como um dos maiores jogadores de todos os tempos, referência de profissionalismo, longevidade e competitividade.
Modric leva a elegância do meio-campo para a história
Poucos jogadores conseguiram representar tão bem uma seleção quanto Luka Modric fez com a Croácia. Maestro da equipe por quase duas décadas, ele comandou a campanha histórica do vice-campeonato em 2018, quando foi eleito o melhor jogador daquela Copa e conquistou a Bola de Ouro da FIFA no mesmo ano.
Também participou da campanha que terminou com o terceiro lugar em 2022 e voltou para sua última Copa em 2026 como símbolo de liderança, inteligência e qualidade técnica.
Mesmo sem levantar o troféu, Modric transformou a Croácia em protagonista do futebol mundial e consolidou um legado que ultrapassa estatísticas.
Neuer revolucionou a posição de goleiro
Manuel Neuer não foi apenas um grande goleiro. O alemão mudou a forma como a posição passou a ser enxergada no futebol moderno.
Campeão do mundo em 2014, foi um dos protagonistas da conquista da Alemanha no Brasil e eternizou o conceito do "goleiro-linha", atuando muito além da área para participar da construção das jogadas.
Em quatro Copas do Mundo, acumulou atuações decisivas e consolidou seu nome entre os maiores goleiros da história do esporte. Sua despedida representa o fim de uma geração que redefiniu padrões dentro de campo.
Salah se despede como símbolo do futebol africano
Mohammed Salah também encerra sua trajetória em Copas do Mundo deixando uma marca importante para o futebol africano. Principal nome da geração mais vitoriosa da história recente do Egito, o atacante disputou os Mundiais de 2018, 2022 e 2026, carregando a responsabilidade de liderar uma seleção que voltou a figurar entre as principais do continente.
Embora não tenha conseguido levar o Egito às fases decisivas da competição nem conquistar o tão sonhado título mundial, Salah consolidou seu legado como um dos maiores jogadores africanos de todos os tempos. Ídolo do Liverpool e referência técnica dentro e fora de campo, ele transformou a forma como o futebol egípcio passou a ser visto no cenário internacional. Sua despedida da Copa representa o fim da participação de um dos atletas mais influentes de sua geração.
Depay encerra ciclo como um dos grandes nomes da Holanda
Memphis Depay também se despede das Copas do Mundo como um dos principais personagens da geração holandesa. Presente nos Mundiais de 2014, 2022 e 2026, o atacante participou da campanha que levou a Holanda ao terceiro lugar no Brasil e, ao longo da carreira, tornou-se um dos maiores artilheiros da história da seleção.
Conhecido pelo talento, personalidade e capacidade de decidir grandes partidas, Depay foi o rosto da renovação holandesa após a aposentadoria de nomes como Arjen Robben e Robin van Persie. Embora tenha ficado sem o título mundial, encerra sua trajetória na Copa como um dos jogadores mais importantes da história recente da Oranje e um dos atacantes que marcaram o futebol europeu nas últimas duas décadas.
James Rodríguez eterniza o brilho da geração colombiana
James Rodríguez encerra sua história nas Copas do Mundo como o principal símbolo da melhor geração da Colômbia neste século. O meia brilhou de forma inesquecível no Mundial de 2014, quando terminou como artilheiro da competição com seis gols e foi eleito para a seleção do torneio, além de marcar contra o Uruguai um dos gols mais bonitos da história das Copas.
Nos Mundiais seguintes, seguiu como líder técnico e capitão da seleção colombiana, conduzindo uma equipe que voltou a competir entre as principais forças do futebol sul-americano. Sem conquistar o título, James deixa a Copa com o reconhecimento de ter inspirado uma geração de torcedores e consolidado seu nome entre os maiores jogadores da história da Colômbia.
O fim de uma geração e o início de outra
O futebol sempre encontra novos protagonistas, mas algumas despedidas têm um peso diferente. Neymar, Cristiano Ronaldo, Modric e Neuer acompanharam a evolução do esporte durante mais de uma década, protagonizaram clássicos, quebraram recordes e inspiraram milhões de torcedores ao redor do mundo.
A Copa de 2026 encerra esse ciclo. Enquanto jovens estrelas assumem o protagonismo, o Mundial também deixa a sensação de que uma das gerações mais talentosas e marcantes da história acaba de fazer sua última reverência ao maior palco do futebol.









