Tite minimiza pressão e exalta vitória do Cruzeiro sobre o América
Treinador destaca importância do resultado no clássico e comenta discussão com o filho durante a partida

A vitória do Cruzeiro por 2 a 0 sobre o América, no domingo (9), aliviou a pressão sobre o técnico Tite. Após o jogo, o treinador destacou a importância do resultado para dar estabilidade a um trabalho ainda em fase inicial.
Segundo Tite, o triunfo em casa era necessário para dar confiança ao elenco e ao ambiente do clube. O técnico ressaltou que o desempenho representou um passo de evolução da equipe.
“Nós precisávamos fazer uma vitória em casa, com o mínimo, em função da sequência que nós tínhamos. Para dar para o torcedor também, para nós, para as nossas famílias, para os atletas, para mim. Enfim, precisávamos de uma vitória convincente, que traduzisse um passo de evolução da equipe”, afirmou.
Na sequência, o treinador minimizou a pressão por resultados imediatos. Ele defendeu a continuidade dos trabalhos e citou a manutenção do elenco do Cruzeiro para a temporada como um fator positivo.
“Em relação à manutenção de técnicos, isso aí é muito da convicção do trabalho, do dia a dia, das pessoas que comandam. Toda a minha trajetória foi assim. Uma coisa é certa: quando um trabalho tem continuidade, a possibilidade de sucesso é maior. E ela é principalmente em relação aos atletas. Então, o Cruzeiro fez a coisa certa da manutenção dos seus principais atletas”, disse.
Tite também comentou os efeitos da pressão excessiva no início da temporada. Para o treinador, decisões precipitadas podem comprometer o planejamento.
“Inquestionável, mesmo com os resultados negativos ou uma oscilação que acontece no início de temporada, que tem 31 dias. Eu acho que a pressão por vezes emburrece a gente. A gente acaba tomando decisões erradas quando estamos excessivamente pressionados, uma ‘autopressão’. A gente toma decisões erradas. Por isso da lucidez e da importância do jogo de hoje”, completou.

Tite explica discussão com o filho
Durante a coletiva, Tite explicou uma discussão com o filho e auxiliar técnico Matheus Bachi, registrada no segundo tempo da partida. Segundo o treinador, o motivo foi o excesso de reclamações com a arbitragem.
“É pela excessiva reclamação dele com a arbitragem. Não pode. Eu não vou deixar. Deixa que eu vou falar com a arbitragem, como falei com a arbitragem depois. Ele só estava fora da área, eu não tinha condição de visualizar fora da área. E falei com a arbitragem de colocar, como eu coloquei para ele, que ele tinha que dar a falta fora do lance. Nesse momento, o calor é de não dar falta. Aqui é comigo”, explicou.
O Cruzeiro volta a campo na quarta-feira (11), às 19h, fora de casa, contra o Mirassol, pelo Brasileirão. No sábado (14), às 19h, a equipe enfrenta a URT, também como visitante, pela última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro.









