CBF cria programa para profissionalizar a arbitragem no Brasil
Entidade anunciou investimento de R$ 195 milhões para melhorar o nível técnico e a estrutura dos juízes

A CBF anunciou nesta terça-feira (27) o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), que começará a valer oficialmente em março. O projeto vai contemplar inicialmente 72 profissionais e contará com um investimento de R$ 195 milhões nos próximos dois anos. O objetivo é oferecer salários fixos, bônus por produtividade e treinamento de alto nível.
“Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte. É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF. Como em outros casos, essa nova gestão resolveu encarar o desafio", destacou o presidente da CBF, Samir Xaud.
O novo modelo foca na Série A do Brasileirão, mas os juízes poderão atuar em outras competições. Dos profissionais escolhidos, 20 são árbitros centrais, 40 são assistentes e 12 vão atuar exclusivamente no VAR. Eles terão uma rotina de treinos semanais, suporte médico completo e avaliações constantes que gerarão um ranking de desempenho atualizado a cada rodada.
“Muito importante esse suporte à disposição dos árbitros, com o auxílio de profissionais da saúde, como psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, professores de educação física, entre outros, além de planos individualizados para a rotina semanal de treinos e o monitoramento tecnológico, com dados biométricos de performance avaliados periodicamente”, destacou o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra.
Os árbitros selecionados terão planos de treinos individuais e monitoramento de saúde com psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas. Além disso, passarão por imersões mensais com aulas teóricas e práticas para garantir a qualidade das decisões em campo.
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