Bobadilla, do São Paulo, é indiciado por injúria racial após denúncia de jogador do Talleres

Volante foi acusado de chamar o venezuelano Miguel Navarro de "morto de fome"; Polícia concluiu que testemunhas sustentam a versão da vítima

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Bobadilla, do São Paulo, é indiciado por injúria racial após denúncia de jogador do Talleres
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O volante Damián Bobadilla, do São Paulo, foi indiciado pelo crime de injúria racial contra o jogador venezuelano Miguel Navarro, do Talleres. A investigação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) chegou à conclusão após ouvir testemunhas e o próprio acusado.

Bobadilla prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (4), após ter sido intimado. Segundo o delegado Rodrigo Correa Baptista, o atleta do São Paulo não apresentou elementos capazes de alterar o rumo das apurações.

"A versão da vítima é corroborada por outras testemunhas. Ele não apresentou nenhuma testemunha que pudesse afastar a credibilidade que temos das outras testemunhas, jogadores do Talleres", afirmou o delegado.

De acordo com o depoimento de Navarro, Bobadilla teria o chamado de “venezuelano morto de fome”. A legislação brasileira classifica esse tipo de ofensa, com teor xenofóbico, como crime de racismo.

Foram ouvidos em apoio à versão de Navarro os jogadores Lautaro Nahuel Bustos e Marcos Ezequiel Portillo, ambos do Talleres. Os dois alegaram ter presenciado a ofensa durante a partida.

Também prestaram depoimento o árbitro Piero Maza Gomez e os policiais militares Wellington Rodrigues dos Santos e Rodrigo Simplício, que acompanharam Navarro à delegacia do estádio.

O São Paulo apresentou imagens em defesa do volante, mas o delegado manteve o entendimento pelo indiciamento. O inquérito está na fase final e será enviado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia contra Bobadilla.

"Concluindo o inquérito, ele é encaminhado ao Poder Judiciário. O Ministério Público pode promover uma ação penal. A primeira etapa é com a polícia, a segunda é com o Judiciário e o Ministério Público", completou o delegado.

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