São Paulo

Roger explica São Paulo com pontas e excesso de cruzamentos: ''Não é o que quero''

Treinador explica nova formação e cobra ajustes após empate fora

Imagem da noticia Roger explica São Paulo com pontas e excesso de cruzamentos: ''Não é o que quero''
Roger explica São Paulo com pontas e excesso de cruzamentos: ''Não é o que quero''
• Atualizado em

O São Paulo empatou com o Internacional por 1 a 1, na quarta-feira (1), no Beira-Rio, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe voltou a campo após dez dias de pausa e apresentou mudanças na escalação.

O técnico Roger Machado promoveu a estreia de Artur aberto pela direita e apostou em uma formação mais equilibrada. A ideia era dar solidez ao time no início e aumentar a presença ofensiva ao longo da partida.

“Neste período de treinamentos, com a chegada do Artur, fiz algumas avaliações. Entendia que, por ser um jogo fora de casa, precisava entrar com um time mais consistente para, no decorrer da partida, soltar mais, como aconteceu. Aconteceu por conta do placar adverso, mas a ideia era entrar com um time mais consistente, com maior peso no meio de campo, com um jogador aberto de um lado e, do outro, com o Wendell, que tem um jogo de apoio forte”, explicou.

Roger destacou que o elenco oferece alternativas para explorar os lados do campo. O treinador, porém, ressaltou a necessidade de maior comprometimento defensivo no modelo adotado.

“É algo que, pelas características dos nossos jogadores e com as opções certas, podemos, sim, atuar com abertos pelos lados. Vai exigir um sacrifício maior, com a figura de um jogador centralizado no meio de campo, com mais peso, para fortalecer a defesa e liberar os lados”, afirmou.

 
São Paulo ficou no empate em 1 a 1 com o Inter – Foto: Rubens Chiri / São Paulo

São Paulo mantém problemas ofensivos

Apesar das mudanças, o São Paulo voltou a apresentar dificuldades no ataque, com excesso de cruzamentos. O treinador afirmou que esse não é o modelo de jogo desejado.

“O volume de cruzamentos não é o que eu desejo. Até por isso, a abertura dos pontas no segundo tempo e trazer o Cauly para a posição de segundo homem de meio de campo foi para que a gente tivesse, tanto na primeira fase de construção quanto na segunda, essas conexões. Os laterais voltarem a ter, como chamavam na minha época, uma ponte para acessar a linha de fundo, ou uma jogada individual”, disse.

No intervalo, Cauly entrou na vaga de Danielzinho para dar mais organização ao meio-campo. A mudança buscou melhorar a circulação de bola e aumentar o controle da equipe.

“A avaliação de intervalo foi que estávamos precisando de um jogador um pouco mais cerebral pelo centro do campo. A ideia de colocar o Cauly foi justamente para que ele pudesse flutuar nas costas dos volantes do Inter, preservando Luciano e Calleri mais perto da área, com o Luciano podendo sair mais um pouco”, afirmou.

“Acho que isso nos deu mais de controle, aos poucos fui alternando a figura, trazendo o Cauly para a posição de segundo homem de campo para pegar bola de frente, fazer flutuação, entrada de trás para frente na primeira linha defesa do Inter. A diferença se deu pela característica dos jogadores que colocamos e a estrutura se alterar ao nosso favor, você ter dois pontas abertos é uma vantagem distinta do que ter três médios pelo centro”, concluiu.

Publicidade

Assuntos relacionados

São Paulo
Roger Machado
Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade
Publicidade