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Embaixador da Copa do Catar afirma que homossexualidade é "doença mental"

Fala preconceituosa e discriminatória foi realizada por Khalid Salman em entrevista a uma emissora da Alemanha

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Embaixador da Copa do Catar afirma que homossexualidade é "doença mental"
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Nessa última segunda-feira (7), a ZDF, uma das emissoras da TV alemã, divulgou parte de uma entrevista com Khalid Salman, ex-jogador da seleção do Catar e um dos embaixadores da Copa do Mundo, torneio que inicia no próximo dia 20. Na entrevista, o embaixador do Mundial afirmou que homomossexulaidade é uma "doença mental".

A receptividade à comunidade LGBTQIA+ na Copa do Mundo do Catar é um assunto recorrente na cobertura da competição. Isso porque a lei do país do Oriente Médio considera a homossexualidade como crime. Em fala discriminatória, Khalid Salman tratou a orientação sexual como "doença mental".

"A homossexualidade é 'haram' (questões proibidas pelo Islã). É 'haram' porque é uma doença mental", afirmou Khalid Salman à ZDF.

Em outra declaração, o embaixador da Copa do Mundo afirmou que homossexuais vão ser recebidos no país. No entanto, Salman ainda apontou a necessidade de o público aceitar "regras" locais.

"Muitas coisas vão acontecer aqui no país durante o Mundial. Vamos falar de gays. O mais importante é aceitar que todos venham, mas terão de aceitar as nossas regras", completou o ex-jogador.

Na última semana, a Sky Sports revelou que a Fifa enviou às seleções uma carta para que as equipes "mantenham o foco" no futebol e não entrem em batalhas por "questões ideológicas''. A atitude da Fifa, porém, foi apenas mais um capítulo na esteira de diversas manifestações sobre o tema.

Ainda em 2021, o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo declarou desaprovar demonstrações homoafetivas durante o torneio. Como forma de protesto, capitães de oito seleções europeias (Holanda, Inglaterra, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e País de Gales) pretendem utilizar braçadeiras especiais - com as cores do arco-íris - no Mundial.
 

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