Justiça do Brasil nega extradição de Robinho à Itália
Constituição Federal do país veta a extradição de cidadãos nascidos em solo brasileiro; ex-jogador ainda pode cumprir pena no Brasil

Nesta quinta-feira (3), a agência italiana Ansa revelou que a Justiça do Brasil negou a extradição do atacante Robinho, condenado na Itália por crime de violência sexual. O Ministério da Justiça do país europeu ainda pode solicitar o cumprimento da pena em solo brasileiro.
De acordo com a Ansa, o veto da extradição de Robinho foi baseado na Constituição Federal do Brasil. O artigo 5º estabelece que "nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei".
O pedido de extradição do atacante foi enviado ao Brasil no início de outubro. O jogador foi condenado de maneira definitiva pela Corte de Cassação de Roma no dia 19 de janeiro deste ano. A Justiça italiana condenou Robinho a nove anos de prisão em um caso de estupro coletivo ocorrido em 2013.
Entretanto, ainda há a possibilidade de o Ministério da Justiça da Itália pedir a execução da pena em solo brasileiro. A alternativa pode demandar uma abertura de processo contra Robinho no país. Vivendo uma vida discreta na cidade de Santos e região, o jogador não atua oficialmente desde 2020.









