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Anistia Internacional volta a denunciar abusos sofridos por trabalhadores no Catar

Entidade cita opressão sofrida por trabalhadores durante os preparativos para o torneio sediado pelo país do Oriente Médio

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Anistia Internacional volta a denunciar abusos sofridos por trabalhadores no Catar
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A Anistia Internacional divulgou nesta quinta-feira (20) um novo relatório sobre a opressão sofrida por trabalhadores no Catar, que a partir do dia 20 de novembro sediará a Copa do Mundo. De acordo com o órgão, o país do Oriente Médio registra um grande abuso de direitos humanos dos trabalhadores locais.

Segundo o relatório, milhares de trabalhadores do Catar enfrentam condições desumanas no país. Falta e atraso de pagamento de salário, longas rotinas de trabalho, ausência de período de descanso e falta de segurança são abusos citados pela Anistia Internacional.

"Milhares de trabalhadores se deparam com problemas como atraso ou não pagamento de salários, negativa de dias de descanso, condições de trabalho inseguras, impossibilidade de troca de trabalho, acesso limitado à justiça. Além disso, milhares de mortes seguem sem investigação", citou a entidade.

Sede da Copa deste ano, o Catar recebeu mais de dois milhões de imigrantes que assumiram postos de trabalho na preparação do evento. A Anistia Internacional mencionou que houve avanço na proteção dos trabalhadores, mas as condições do momento ainda não são ideais. O órgão cobra que o país e a Fifa criem algum tipo de fundo financeiro para compensar os abusos sofridos.

Em abril, a Anistia Internacional denunciou um caso em que 34 trabalhadores revelaram trabalhar em condições extremas e sem período de descanso. Procurada pelo jornal inglês The Guardian, a Fifa declarou que mantém conversas com a ONU e autoridades do Catar para melhorar as condições dos trabalhadores do país.
 

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