Em desabafo, Jorginho defende Cuca e critica Abel: "Não descobriu o futebol"
Técnico desafiou treinador do Palmeiras a repetir bons resultados no Atlético-GO e questionou postura: "Se fosse brasileiro, seria chamado de covarde"

O técnico do Atlético-GO, Jorginho, deu nesta terça-feira (16) sua opinião em relação à "troca de farpas" entre Abel Ferreira, do Palmeiras, e Cuca, do Atlético-MG, após o duelo de quartas de final da Libertadores. O treinador do Dragão saiu em defesa de Cuca e fez duras críticas ao comportamento do treinador português.
"O Abel é muito bom treinador e ponto final. Não está em discussão a questão da capacidade dele. O que está em discussão, principalmente nessa situação, é que ele não descobriu o futebol. Nós não estamos na época que portugueses estão vindo para cá e descobrindo o futebol, esquece! O que aconteceu com o Jorge Jesus foi extraordinário, o que está acontecendo, mas é porque tem um elenco como o Flamengo e como o Palmeiras. Eu quero ver ele fazer o que está fazendo ao vir aqui no Atlético-GO. Vem aqui e vai ser campeão brasileiro", afirmou Jorginho, à ESPN.
Essa não é a primeira vez que Jorginho critica Abel. Após a vitória do Palmeiras por 4 a 2 sobre o Atlético-GO, em junho, pelo Brasileirão, o treinador chegou a dizer que o técnico português desrespeita o Brasil com as atitudes em campo.
"Eu já fui chamado de xenófobo. Olha só a que ponto nós chegamos. Quando as pessoas vencem, as pessoas esquecem. Se um treinador brasileiro fosse para dentro do vestiário escutar música na hora do pênalti (se referindo à disputa entre os dois times na Libertadores), ele seria chamado de covarde. Mas por ter ganhado, nada acontece, está tudo certo", disse.
"É um desabafo, mas com todo respeito. Sou um cara muito transparente e estou falando aqui com muita consciência. Ele não pode falar o que outro treinador (tem que fazer), porque ele não sabe mais do que o outro. Ele é vencedor, porque, se tivesse outro ali, também seria vencedor. O Cebola estava fazendo um excelente trabalho antes de ele chegar. E quem sabe se o Cebola não permanecesse, não teria sido campeão como ele foi? Porque o Palmeiras tem muito, muito dinheiro", concluiu.









