Fellipe Bastos, do Goiás, revela caso de racismo em partida do Brasileirão
Experiente volante afirma ter sido chamado de "macaco" por torcedor durante o clássico diante do Atlético-GO


Fellipe Bastos
O domingo (8) foi de mais uma episódio triste e criminoso. Volante do Goiás, o experiente Fellipe Bastos revelou ter sido alvo de racismo durante o clássico com o Atlético-GO, disputado no Antônio Accioly. O atleta afirmou ter sido xingado de "macaco" por duas vezes por um torcedor, que não foi identificado.
Revoltado, Fellipe Bastos revelou ter sido alvo da situação racista após o apito final do clássico, que terminou com vitória do Esmeraldino. O camisa 8 do Goiás participou da entrevista coletiva depois do clássico e deu detalhes sobre o ato criminoso.
"Aconteceu um ato racista. Eu estava saindo para o vestiário e um rapaz com óculos na cabeça me chamou de macaco. Eu voltei e falei para ele repetir. E ele falou: 'macaco'. Me chamou duas vezes de macaco. No mundo em que a gente vive o ato racista nos deixa entristecido porque as pessoas que estavam ali do lado viram, as pessoas que estavam atrás de mim viram. O policial e os seguranças poderiam ter identificado o torcedor. É recorrente. Já aconteceu em outros estádios, com outros jogadores, outras pessoas. Temos que dar um basta nisso, só quem sofre é que sente. Eu não queria que isso abafasse nossa primeira vitória no Campeonato Brasileiro, mas é importante falar. Estou assustado, pois é a primeira vez que acontece comigo. Eu pedi para ele repetir e ele repetiu", afirmou o volante.
O jogador de 32 anos ainda recordou os recentes casos que têm acontecido no futebol, sobretudo com times brasileiros na disputa da Copa Libertadores. No entanto, Fellipe Bastos ressaltou que as autoridades devem punir o autor do ato racista, não necessariamente o Atlético-GO.
"Estou muito triste, perplexo com o que aconteceu porque não foi só uma vez. Eu pedi para ele repetir e ele repetiu. Ou seja, ele é racista, não tem outra coisa para se falar de uma pessoa que repete o ato errado, que volta e repete o que falou. Estamos vendo acontecimentos no futebol, a gente viu contra o Fortaleza e o Corinthians (na Libertadores). Outros casos aconteceram. Essa pessoa tem que ser identificada, tem que sofrer punição. Não acho que é o clube que tem que sofrer, uma pessoa não diz o que é o Atlético-GO, mas a pessoa tem que sofrer a punição. É fácil identificar, pois ele me chamou duas vezes de macaco", completou.
Técnico do Dragão, Umberto Louzer se manifestou em defesa do camisa 8 do Goiás. Com a vitória, o Esmeraldino somou os primeiros três pontos no Campeonato Brasileiro e conseguiu deixar o Z4. O Alviverde defendeu Fellipe Bastos e repudiou o caso em publicação nas redes sociais.









