Hamilton confirma interesse em comprar o Chelsea: "Sou um fã de futebol"
Torcedor do Arsenal, heptacampeão da Fórmula 1 vê oportunidade "incrível de fazer parte de algo grande"

Lewis Hamilton confirmou nesta sexta-feira (22) que está interessado em comprar o Chelsea. O heptacampeão da Fórmula 1 comentou sobre o assunto em Ímola, na Itália, antes do primeiro treino livre do GP da Emilia-Romagna, que acontece neste domingo (24). O piloto da Mercedes se mostrou bastante entusiasmado com a possibilidade e se declarou um grande fã de futebol.
"Se eu gostaria de ser dono do Chelsea? Sim, é verdade. Sou um fã de futebol desde criança. Joguei dos quatro até os 17 anos de idade e fui a inúmeros jogos. Quando eu era novo, na esquina de onde eu morava, eu costumava jogar futebol com todas as crianças e meus amigos próximos. Realmente queria me enturmar, era a única criança negra lá", disse Hamilton.
"Sabia que as outras crianças torciam para outros times: uns gostavam do Tottenham, outros do Manchester United. Me lembro de trocar entre esses times quando era menor e, chegando em casa, minha irmã me socava no braço e dizia: ?Você tem que torcer para o Arsenal?. Foi então com cinco ou seis anos que comecei a torcer para o Arsenal, mas meu tio Terry é um grande torcedor do Chelsea, fui a muitos jogos com ele. No fim das contas, sou um fã dos esportes acima de tudo. Futebol é o maior esporte do mundo e o Chelsea é um dos maiores clubes do mundo. Quando fiquei sabendo da oportunidade, pensei que era uma das melhores chances de ser parte de algo grande", complementou.
A confirmação de Hamilton acontece um dia após os primeiros rumores sobre o interesse serem veiculados na imprensa britânica. A informação, a princípio divulgada pelo jornal "The Mirror", era de que o piloto havia se juntado à tenista americana Serena Williams para fazer parte de uma oferta de Martin Broughton, ex-presidente da companhia aérea British Airways. Nela, ambos estariam dispostos a contribuir com 10 milhões de libras (R$ 60,5 milhões) cada para adquirir o time inglês.
"Sir Martin ligou para mim e me explicou os seus objetivos e os do clube, caso eles façam a melhor proposta, que são incrivelmente excitantes e muito alinhados com os meus valores. (Com Serena Williams) falamos sobre o assunto. Disse a ela que estaria envolvido e ela ficou feliz de se juntar a nós", resumiu.
Atual dono do clube, o russo Roman Abramovich colocou o Chelsea à venda após fortes pressões governamentais britânicas em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia. De acordo com o bilionário, todos os lucros líquidos da venda serão destinados à criação de uma fundação de caridade, com a função de beneficiar as vítimas do conflito bélico.









