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Infantino: "Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, precisa ser expulso"

Presidente da Fifa comentou episódio envolvendo Vini Jr. e Prestianni e disse que árbitros devem expulsar atletas que fizerem ofensas racistas

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Infantino: "Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, precisa ser expulso"
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu punições mais duras contra casos de racismo no futebol. Em entrevista ao jornal espanhol AS, o dirigente afirmou que jogadores que proferirem insultos racistas durante partidas devem ser expulsos imediatamente.

A declaração ocorreu ao comentar a polêmica recente envolvendo Vinícius Jr. e Gianluca Prestianni. Infantino também abordou temas ligados à preparação para a Copa do Mundo.

Segundo o dirigente, atitudes como cobrir a boca para evitar leitura labial não podem servir para esconder comportamentos discriminatórios. Para ele, se houver prova de uma ofensa racista, a expulsão deve ser aplicada sem hesitação.

“Não há lugar para o racismo. Precisamos combatê-lo com todas as forças. Estamos em 2026 e não é possível discriminar alguém por causa de sua origem. Às vezes, as pessoas me dizem que o racismo é um problema da sociedade. Sim, mas no futebol precisamos resolvê-lo dentro do futebol, e a sociedade resolve da forma que achar melhor. Cobrir a boca e dizer algo inaceitável não é permitido. Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, precisa ser expulso, obviamente. Devemos analisar a situação e ter provas, mas não podemos aceitar as velhas desculpas”, afirmou.

 
Infantino falou abertamente sobre racismo em entrevista ao AS – Foto: Reprodução / FIFA

Punição e mudança cultural

Infantino destacou que o combate ao racismo precisa ser conduzido dentro do próprio futebol. Para ele, cabe ao esporte adotar medidas diretas para impedir comportamentos discriminatórios nas competições organizadas pela entidade.

O dirigente também defendeu que o futebol incentive mudanças culturais. Segundo ele, pessoas que cometerem atitudes racistas devem ter espaço para reconhecer o erro e pedir desculpas.

“Talvez não devêssemos pensar só na punição, mas também permitir que as pessoas peçam desculpas e mudar nossa cultura. Um jogador ou qualquer outra pessoa pode fazer algo em um momento de raiva e depois se desculpar. Nesse caso, a sanção deveria ser diferente. São atitudes que podemos e devemos levar a sério na luta contra o racismo”, declarou.

Favoritismo na Copa

Durante a entrevista, Infantino também comentou o cenário da próxima Copa do Mundo. O presidente da Fifa apontou a Espanha como uma das principais candidatas ao título.

“A Espanha é favorita. É a primeira colocada no ranking, então deve ser a favorita”, disse.

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