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Técnico Ramón Díaz pega seis jogos de suspensão por fala machista

STJD puniu e aplicou multa no argentino, que está sem clube desde novembro de 2025

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Técnico Ramón Díaz pega seis jogos de suspensão por fala machista
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O técnico Ramón Díaz pegou seis jogos de suspensão pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por fala machista enquanto treinador do Internacional. Hoje sem clube, o argentino foi punido pela Terceira Comissão Disciplinar, que ainda aplicou uma multa de R$ 50 mil por infração no artigo 243-G (prática de ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência).

O julgamento se deu na sexta-feira (30). O caso, porém, diz respeito à fala de Ramón Díaz contra as mulheres após empate do Inter com o Bahia, dia 8 de novembro, em jogo válido pela 33ª rodada do Brasileirão.

 

Relembre a falta de Ramón Díaz

Na ocasião, o veterano reclamou da anulação de um gol de Carbonero por parte do árbitro Lucas Paulo Torezin. O VAR Caio Augusto Vieira anulou o tento por falta na origem do lance.

“Eu vou falar com o presidente. Não pode ser que, em um clube tão importante, que passe isso, o que aconteceu hoje. Porque foi incrível. O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens”, afirmou à época.

No julgamento, porém, Díaz se defendeu.

“Foi uma situação de muita pressão, isso não justifica o erro que cometi. Essa é a primeira vez que isso acontece em toda minha carreira. Foi uma declaração desafortunada e peço mil desculpas”, afirmou.

Durante a Sessão, o procurador Tairone Rosa reiterou o caráter discriminatório da fala:

“Ao excluir as mulheres de pertencer ao universo do futebol, o denunciado praticou uma violência simbólica, que fere os princípios da moralidade, fere a ideia de fair play. Não foi um mero desabafo, teve um reforço de estigmas, de uma ideia de hierarquia de gênero. Em abril de 2024, quando exercia o cargo de treinador em outro clube (Vasco), o mesmo denunciado afirmou, após uma decisão do VAR, que era complicado que no VAR tivesse que decidir uma mulher. Quando a gente analisa em conjunto esses episódios, me parece que o que emerge não é um deslize isolado, mas de fato um padrão discursivo consistente que associa a presença feminina no futebol à incapacidade, à uma inadequação”, disse o procurador.

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