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Escalada militar no Oriente Médio pode tirar Iraque da repescagem da Copa

Ataques e fechamento do espaço aéreo impedem deslocamentos e colocam em dúvida duelo decisivo por vaga no Mundial

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Escalada militar no Oriente Médio pode tirar Iraque da repescagem da Copa
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A escalada militar envolvendo o Irã no Oriente Médio nas últimas horas ameaça a participação da seleção do Iraque na repescagem das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O país enfrenta uma grave crise logística após ataques registrados nesta quinta-feira (12), que levaram ao fechamento de estradas e interromperam deslocamentos em diferentes regiões.

Além disso, o Iraque já sofre com o bloqueio do espaço aéreo desde o início da nova fase do conflito na região. A situação impede a saída de jogadores do país e compromete a preparação da seleção.

O Iraque tem um confronto decisivo marcado para 31 de março, em Monterrey, no México, contra o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname. A partida vale uma vaga no Mundial de 2026.

 
Graham Arnold está nos Emirados Árabes e não pode deixar o país – Divulgação/Iraque

Seleção enfrenta crise logística

A preparação da equipe entrou em colapso. A maioria dos jogadores atua no campeonato local e não consegue deixar o país devido à suspensão dos voos.

Ao mesmo tempo, o técnico Graham Arnold está nos Emirados Árabes Unidos e não consegue retornar ao Iraque por causa do fechamento do espaço aéreo. A situação impede a reunião do elenco e a organização da viagem para o México.

Ataques nas últimas horas

O cenário de segurança se deteriorou após novos ataques ligados ao Irã em território iraquiano. Durante a madrugada desta quinta-feira (12), um míssil atingiu uma base militar italiana na cidade de Erbil, na região do Curdistão iraquiano.

A instalação abriga tropas estrangeiras envolvidas em operações internacionais. Apesar do impacto, autoridades informaram que não houve vítimas.

O ataque ocorreu em meio a uma sequência de operações com mísseis e drones lançados por forças iranianas ou milícias alinhadas a Teerã. Nos últimos dias, diferentes alvos no norte do Iraque foram atingidos, incluindo posições militares e áreas próximas a campos de petróleo e instalações energéticas.

Relatos também indicam incêndios e danos a infraestruturas energéticas e a embarcações ligadas ao setor petrolífero em águas iraquianas. A ofensiva faz parte da escalada militar mais ampla envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

Federação pede adiamento

Diante da instabilidade militar, o governo iraquiano determinou o fechamento do espaço aéreo. A medida impede voos comerciais e militares, bloqueando qualquer tentativa de reunir a seleção nacional.

Além disso, várias embaixadas estrangeiras suspenderam temporariamente suas atividades no país. A decisão também dificulta a emissão de vistos para jogadores e membros da comissão técnica.

Sem condições de iniciar a preparação, o técnico Graham Arnold solicitou à Fifa o adiamento da partida. Caso o conflito continue e as restrições de viagem sejam mantidas, a federação iraquiana não descarta desistir da repescagem.

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