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Conheça todos os camisas 10 da Brasil na história das Copas do Mundo

Com o Mundial de 2026 chegando, relembre os jogadores que carregaram o número mais simbólico da seleção brasileira

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Conheça todos os camisas 10 da Brasil na história das Copas do Mundo
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A camisa 10 da seleção brasileira nem sempre teve o peso atual. Em 1958, a numeração foi enviada à FIFA de forma desordenada e o número 10 acabou destinado a Pelé por sorteio. O desempenho do jogador naquela edição e nas seguintes transformou o número em um padrão para o principal articulador ou atacante da equipe. Com a proximidade da Copa de 2026, relembramos os atletas que ocuparam esse posto desde 1950, quando a numeração passou a ser fixa por jogo.

Ao longo das edições, o perfil dos jogadores mudou conforme a evolução tática do futebol. O Brasil já teve desde meias clássicos que organizavam o jogo até atacantes de área e pontas velozes vestindo a dez. Em 1994, a numeração tornou-se fixa para todo o torneio, consolidando a identidade dos escolhidos para cada Mundial.

Nomes como Zico e Rivellino mantiveram o protagonismo do número nos anos 70 e 80, enquanto Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho trouxeram resultados e eficiência no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Mais recentemente, Kaká e Neymar adaptaram a função às exigências de velocidade e tática do futebol atual. 

Vale lembrar que a Copa do Mundo de 2026 terá transmissão do SBT e +SBT, com narração de Galvão Bueno e Tiago Leifert.

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Confira abaixo a lista completa dos camisas 10 da seleção brasileira:

1950 – Danilo Alvim

Conhecido como "Príncipe", foi o primeiro grande organizador do Brasil com a 10. Atuava no centro do campo com muita elegância e era o responsável por distribuir o jogo. Foi peça fundamental na campanha que terminou no Maracanã, sendo eleito um dos destaques técnicos daquela edição.

1954 – Pinga

Meia-esquerda de grande habilidade no Vasco da Gama, Pinga levou sua técnica para a Suíça. Ele era o elo de criação em uma seleção que tentava se reconstruir após o trauma de 1950. Marcou dois gols logo na estreia contra o México, mostrando o poder ofensivo que a 10 passaria a ter.

1958, 1962, 1966 e 1970 – Pelé

O Rei do Futebol é o motivo pelo qual a 10 se tornou sagrada. Em 1958, aos 17 anos, assombrou o mundo com gols em finais. Em 1970, viveu seu auge técnico e físico, liderando o que muitos consideram o maior time de todos os tempos. Pelé somou 12 gols em Copas e três títulos mundiais com esse número.

1974 e 1978 – Rivellino

Dono de uma das canhotas mais potentes da história, o "Reizinho do Parque" assumiu a 10 com a missão de substituir Pelé. Famoso pelo drible "elástico" e pelas cobranças de falta chamadas de "patada atômica", ele foi o líder técnico e a referência de experiência nas Copas da Alemanha e da Argentina.

1982 e 1986 – Zico

O "Galinho de Quintino" foi o símbolo do futebol arte. Em 1982, comandou um meio-campo lendário que, mesmo sem o título, é lembrado pela beleza das jogadas. Zico era o camisa 10 completo: driblava, dava passes milimétricos e era um exímio cobrador de faltas, somando 5 gols em Mundiais.

1990 – Silas

Meio-campista de muita movimentação e bom passe, Silas recebeu a 10 em uma fase onde a Seleção buscava um futebol mais defensivo sob o comando de Sebastião Lazaroni. Sua função era dar um toque de criatividade em um esquema que privilegiava a marcação, atuando em uma das Copas mais difíceis para o Brasil.

1994 – Raí

Chegou aos Estados Unidos como o grande capitão e principal nome do São Paulo bicampeão mundial. Raí marcou um gol de pênalti na estreia, mas perdeu a posição de titular no mata-mata por questões táticas. Mesmo no banco, sua presença foi vital para manter a união e a liderança do grupo que conquistou o tetra.

1998 e 2002 – Rivaldo

Um dos camisas 10 mais produtivos da história. Em 1998, foi o motor do time que chegou à final. Em 2002, viveu uma Copa perfeita, marcando em cinco jogos seguidos e sendo, ao lado de Ronaldo, o grande responsável pelo penta. Rivaldo unia a força de um atacante com a inteligência de um armador.

2006 – Ronaldinho Gaúcho

O "Bruxo" vestiu a 10 no auge da sua fama mundial, logo após ser eleito duas vezes o melhor do mundo pela FIFA. Ele era o ponto alto do "Quadrado Mágico" ofensivo do Brasil na Alemanha. Embora o time não tenha rendido o esperado, Ronaldinho levou o drible e o futebol espetáculo ao nível máximo com a dez.

2010 – Kaká

Diferente dos antecessores, Kaká usava a 10 com explosão e velocidade. Ele era o principal articulador do time de Dunga na África do Sul. Mesmo lutando contra graves lesões no joelho e no púbis, foi o líder de assistências da Seleção naquele torneio, demonstrando sacrifício e dedicação.

2014 a 2022 – Neymar

O craque que mais tempo vestiu a 10 em Copas na era moderna. Neymar assumiu a responsabilidade de ser a única referência técnica em momentos de renovação. Ele detém recordes de gols e é o jogador que mais sofre faltas, mantendo a mística da camisa 10 como o centro das atenções de qualquer adversário do Brasil.

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