Vasco aceita vender Rayan, mas quer 50 milhões de euros do Bournemouth
Promessa de minutos na Premier League pesou na decisão

A vitória do Vasco sobre o Maricá foi marcada por um forte clima de despedida. A comemoração emocionada de Rayan, especialmente no segundo gol, reforçou a sensação de que aquela pode ter sido sua última partida pelo clube que o formou, em São Januário e na Barreira.
O atacante já decidiu defender o Bournemouth e, agora, aguarda o desfecho das negociações entre os clubes. Internamente, o Vasco ainda tenta segurar o jogador ao menos até o meio do ano.
A estratégia do Cruz-Maltino passa pelo calendário europeu. O entendimento é de que, no início da próxima temporada no Velho Continente, os clubes tendem a investir mais. Além disso, a diretoria acredita que Rayan pode se valorizar ainda mais nos próximos meses, sobretudo se passar a figurar com frequência nas convocações da Seleção Brasileira. O jovem esteve na lista de pré-convocados na última Data Fifa, e a avaliação é de que ser lembrado por Carlo Ancelotti é apenas questão de tempo.
Mesmo com esse discurso, o jogador demonstra estar irredutível. A promessa de minutos imediatos na Premier League, aliada a um salário mais do que o dobro do atual, contrato de cinco anos e outros fatores extracampo, pesaram na decisão. A cidade litorânea de Bournemouth, com clima mais ameno, também foi vista como um atrativo para o atleta de 19 anos.

Vasco quer 50 milhões de euros
Até o momento, o Vasco ainda não recebeu uma proposta formal. Os valores seguem em discussão. O Bournemouth sinalizou com uma oferta de 35 milhões de euros (cerca de R$ 218 milhões), além de bônus por metas que poderiam elevar o negócio em até 15 milhões de euros. Parte desses gatilhos, no entanto, é considerada difícil de ser atingida.
Outro ponto sensível da negociação é a divisão dos direitos econômicos. Atualmente, o Vasco detém 60% do passe de Rayan, enquanto o jogador possui 30% e seus empresários, 10%. Assim, dos 35 milhões de euros fixos discutidos, o clube carioca ficaria com cerca de 21 milhões de euros (aproximadamente R$ 130 milhões), valor considerado baixo diante do potencial do atacante.
Por isso, a diretoria vascaína mantém a posição de só concluir a venda por 50 milhões de euros. As conversas seguem em andamento, sem prazo definido para um desfecho.









