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Artur Jorge aponta inconsistência defensiva em goleada, mas não poupa ataque do Cruzeiro

Artur Jorge menciona principais erros do Cruzeiro após dura derrota por 4 a 1 para o São Paulo, pelo Brasileirão

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Artur Jorge aponta inconsistência defensiva em goleada, mas não poupa ataque do Cruzeiro
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Após estrear com triunfo sobre o Vitória, o técnico Artur Jorge amargou sua primeira derrota à frente do Cruzeiro. Depois da goleada por 4 a 1 para o São Paulo, na noite deste sábado (4), o treinador português fez uma análise dura sobre os erros apresentados no Morumbis. Ele reconheceu que a equipe esteve muito abaixo do esperado, especialmente no setor defensivo, e classificou o resultado como “pesado”.

“Nós nos preparamos, tentamos ser competitivos e é sobre esse jogo que temos que falar, porque o que virá, virá. Tem que ser falado sobre esse jogo. O que eu avalio? É difícil falar depois de perder por 4 a 1. É um resultado que nos castiga demasiado, é pesado para aquilo que foi a nossa postura e entrega ao jogo. Mas acabamos por não ser tão competitivos quanto queríamos ser. Temos que lamentar por isso”, iniciou o comandante na coletiva.

Segundo ele, os dois primeiros gols sofridos foram determinantes: um pênalti cometido por Lucas Villalba e uma falha individual de William que resultou no primeiro gol de Ferreirinha. Com apenas 15 minutos de jogo, o Cruzeiro já estava em desvantagem de 2 a 0.

“É difícil uma equipe que está nessa situação tentar ganhar, ter consistência em cima de alguns resultados positivos. Ter momentos que nos penalizam muito por erros que acabamos cometendo não só no primeiro e segundo gols, mas tentamos uma reação forte na segunda etapa. O terceiro gol, emocionalmente, afetou aquilo a equipe para lutar por um resultado melhor”, prosseguiu.

Artur Jorge admitiu preocupação com o desempenho defensivo. Afinal, em 2025, o time havia terminado o Brasileirão com a segunda melhor defesa, sofrendo 31 gols. Agora, em apenas dez rodadas da atual temporada, já levou 20.

 
(Foto: Marco Galvão/Cruzeiro)

Artur Jorge: “Estamos preocupados”

“Sem dúvida nenhuma, porque sofrer quatro gols não é bom em momento algum. Muito menos quando temos uma sequência de gols sofridos que já se avoluma. De fato, são pequenos detalhes que têm interferência naquilo que concedemos ao adversário”, afirmou.

Além da fragilidade celeste na retaguarda, o treinador criticou a falta de eficiência ofensiva, destacando as chances desperdiçadas e a pouca precisão nas finalizações, fatores que permitiram ao São Paulo dominar o terço final do campo e construir a goleada.

“Eu falaria até de um jogo de alguns aproveitamentos, porque criamos algumas oportunidades, construímos volume de jogo ofensivo. Basta olhar os números para podermos fazer mais gols. Não terminamos como víamos ou não terminamos sequer as jogadas. Permitimos demasiado ao adversário, que sem muito fazer, acaba por conseguir ter não só a primeira oportunidade, no pênalti, nos condicionar na primeira parte”, avaliou, pouco antes de concluir:

“Estamos todos muito preocupados, eu já disse isso. Já disse desde o primeiro dia que temos muito trabalho a fazer. Já disse também que a vitória contra o Vitória foi apenas um jogo, temos que ter consistência nos resultados positivos. Mas poderá ser difícil para vocês compreenderem, para mim não é tanto, é fato que temos que encontrar esse equilíbrio”.

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