Zubeldía valoriza Castillo como titular do Fluminense e detalha critério para substituições
Sob pressão após o clássico, treinador celebrou mais três pontos no Campeonato Brasileiro após vitória sobre o Atlético-MG

A leitura de Luis Zubeldía sobre a vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, no Maracanã, passou por dois pontos que caminharam juntos ao longo do jogo: a titularidade de Rodrigo Castillo e o tempo das substituições. Autor do gol, o atacante, que recebeu elogios do técnico, se manteve em campo por toda partida — bem como a base dos titulares. O que levou ao questionamento durante a coletiva.
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Ao tratar da presença de Castillo desde o início, Zubeldía ligou a decisão ao perfil do grupo e ao desgaste recente. “Certo que pode ter uma diferença de característica (com John Kennedy), mas é o que buscamos. No ano passado, Everaldo era diferente de John Kennedy, que era diferente de Cano”, e prosseguiu:
“Estrear de titular e fazer um gol é ótima notícia. Enfrentamos uma equipe que tinha muita inversão, bons jogadores, que não precisava dominar o jogo para ganhar. Hoje sentimos que era o momento de Castillo pelo contexto e porque John vinha de um desgaste físico importante. Castillo foi importante também pelo tema bola parada”, avaliou.
Zubeldía abre estratégia
Essa mesma linha de raciocínio, ligada ao desgaste, apareceu quando o técnico explicou a demora nas substituições. Isso porque Ganso, Alisson, Soteldo e Serna entraram juntos, já aos 40 minutos do segundo tempo, e vieram depois de uma leitura contínua do comportamento em campo.
“As vezes fazemos substituições no intervalo, aos 10′, aos 40′, como hoje… Uma coisa é estar um pouco cansado mas estar no timing da partida, e outra coisa é estar cansado e não estar no timing. Quando vejo que o jogador está cansado mas continua no timing, não tem porque substituir. A não ser que a característica seja a mesma”.
E prosseguiu: “Se Lucho estivesse no banco e Savarino em campo, teríamos características semelhantes. Se não for, é muito difícil para quem entra. Por isso hoje os câmbios foram no fim, porque senti o cansaço dos jogadores. No último jogo (Vasco), todas as alterações foram por pedidos dos jogadores. Essa lógica pode mudar dependendo do contexto, dependendo do timing do jogo… “, e concluiu:
“Três dos quatro jogadores da frente estão em uma sequência grande de jogos. Por que jogaram os laterais frescos? Porque alguém dos lados dos campos precisava estar frescos para aguentar o jogo. Se eu jogo com Renê e Samuel, eu perderia duas substituições quando o Atlético mudasse no decorrer do jogo”.
Fluminense no Brasileirão
O resultado levou o Tricolor aos 16 pontos em oito jogos, com a equipe agora na terceira colocação. A permanência na posição ainda dependerá do duelo entre Bahia e Remo, neste domingo (22), às 16h, no Mangueirão.









