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São Paulo estreia na Sul-Americana sob ciclone e enfrenta condição incomum

Com ventos de até 100 km/h e chuva forte, condição adversa em Montevidéu mudou a dinâmica da partida e fez até bola parar no ar

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São Paulo estreia na Sul-Americana sob ciclone e enfrenta condição incomum
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O São Paulo venceu o Boston River por 1 a 0, na terça-feira (7), no Estádio Centenário, pela primeira rodada da Copa Sul-Americana. A partida foi disputada sob chuva intensa e ventos fortes, causados por um ciclone extratropical na região.

Raidel Báez Prieto, meteorologista e especialista de riscos climáticos da Howden RE, explica que o fenômeno ocorreu devido ao choque entre o ar quente do norte da Argentina e uma massa de ar frio polar. O sistema se aprofundou rapidamente sobre o território uruguaio antes de seguir para o oceano, afetando diretamente o jogo e a exibição da partida, já que o período mais crítico da tempestade coincidiu com o segundo tempo.

O vendaval foi tão intenso que afetou o sinal da transmissão de TV, virou o banco de reservas e espalhou pertences da comissão técnica paulista pelo gramado durante o intervalo. De acordo com o INUMET (Instituto de Meteorologia do Uruguai), as rajadas variaram entre 60 e 90 km/h e podem ter superado esse valor em áreas costeiras, como Montevidéu.

O vento registrado no Estádio Centenário se enquadra entre os níveis 7 e 9 da Escala de Beaufort, classificados como ventos fortes a muito fortes. Nessa intensidade, já há dificuldade para caminhar contra o vento, além de impactos visíveis como galhos quebrados, objetos sendo arrastados e instabilidade em estruturas leves, cenário que ajuda a explicar os problemas enfrentados durante a partida, como a perda de controle da bola, interferências na transmissão e até o deslocamento de itens no gramado.

“Eu tenho algum tempo de carreira e eu nunca fiz um jogo nessas condições, na vida, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Porque chuva, a gente já pegou, mas é aquela chuvarada, aquele temporal que dura 10 ou 15 minutos. Agora, chuva com vento do jeito que foi hoje. A partir dos 35 minutos do segundo tempo até o final, e o vento vai pra todo lado, não tem uma constância", disse o repórter do SBT Sports André Galvão.

O goleiro Rafael também reforçou a dificuldade de atuar em meio ao ciclone e valorizou o resultado obtido na situação adversa: 

“É a primeira vez na minha carreira que eu pego uma condição dessa, porque além de tá muito forte o vento, ele não tem uma constância, não venta só pra um lado, toda hora muda de direção. Um vento absurdo, que dificultou muito o nosso trabalho dentro de campo hoje. Foi um dos jogos mais difíceis, não só pra nós, mas tinha hora que pra dominar a bola, a bola escapava por causa do vento, um jogo muito difícil, então tem que valorizar muito esses três pontos numa situação bem adversa que a gente encontrou hoje aqui.”

A formação de ciclones é comum no outono, mas não há previsão de novos sistemas nos próximos dias. Especialistas alertam, porém, para o aumento da intensidade desses eventos devido ao aquecimento dos oceanos.

O Tricolor volta a campo no sábado (11), às 16h30, contra o Vitória, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro.

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