Relator do STJD sugere 6 anos de suspensão a John Textor e multa milionária
Dono da SAF do Botafogo pode enfrentar a maior punição da história do futebol brasileiro após denúncias consideradas improcedentes

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) divulgou nesta sexta-feira (5) o relatório final do inquérito que investigou as denúncias de manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro feitas por John Textor, proprietário da SAF do Botafogo. Segundo o documento, o empresário enfrenta a possibilidade de uma suspensão de seis anos e uma multa de R$ 2 milhões.
A investigação foi desencadeada por alegações feitas por Textor em março, nas quais afirmava possuir evidências de que partidas do Campeonato Brasileiro estavam sendo manipuladas. Essas provas, apresentadas ao STJD, foram consideradas "imprestáveis" pelo tribunal, que concluiu haver ilícitos desportivos que atentavam contra a honra de diversas entidades e profissionais do esporte, incluindo sete entidades desportivas, nove atletas e nove árbitros.
O relatório destacou também que as ações de Textor violaram princípios de ética desportiva e pareceram motivadas por interesses pessoais. O caso ganhou maior complexidade após Textor publicar em seu site pessoal, em abril, alegações de que o jogo entre Palmeiras e São Paulo teria sido manipulado, ampliando as acusações iniciais.
Em resposta às acusações, entidades como a Procuradoria Geral da Justiça Desportiva, o Palmeiras, o São Paulo, o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo e a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol solicitaram a abertura de inquérito, culminando neste relatório detalhado.
O auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva, em um dos trechos mais significativos do relatório, sugeriu que o caso seja encaminhado à Justiça do Rio de Janeiro para a avaliação de possíveis delitos criminais, incluindo Denunciação Caluniosa e Falsa Comunicação de Crime.








