PSG e Arsenal valem mais que os 20 clubes da Série A juntos
Finalistas da Champions League somam R$ 14,3 bilhões em valor de mercado, superando os 20 times da elite do futebol brasileiro


PSG e Arsenal valem mais que os 20 clubes da Série A juntos
A final da Liga dos Campeões entre PSG e Arsenal, disputada neste sábado (30), evidencia a força financeira do futebol europeu.
Segundo o site Transfermarkt, juntos, os dois clubes possuem valor de mercado estimado em 2,44 bilhões de euros (cerca de R$ 14,3 bilhões), montante superior ao dos 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro somados, que acumulam 2,01 bilhões de euros, o equivalente a R$ 11,9 bilhões.
O Arsenal aparece como o clube mais valioso da decisão da Champions League, com elenco avaliado em 1,23 bilhão de euros (R$ 7,2 bilhões). Já o PSG tem valor estimado em 1,21 bilhão de euros (R$ 7,1 bilhões).
Entre os jogadores mais valiosos da final estão:
Bukayo Saka – 120 milhões de euros;
Declan Rice – 120 milhões de euros;
Vitinha – 110 milhões de euros;
Joao Neves – 110 milhões de euros;
Ousmane Dembele – 100 milhões de euros.
Quais são os clubes mais valiosos do Brasil?
Entre os brasileiros, o Palmeiras lidera o ranking, com valor de mercado de 229,4 milhões de euros (R$ 1,35 bilhão).
Na sequência aparecem:
Flamengo – 213,4 milhões de euros;
Cruzeiro – 174 milhões de euros;
Corinthians – 150,3 milhões de euros;
Botafogo – 125 milhões de euros.
No Top 10 do ranking, aparecem outros três times sul-americanos: o Botafogo surge em 8º lugar, avaliado em 130 milhões de euros; o Boca Juniors, em 9º, com 119 milhões de euros; e o Fluminense, em 10º, com 117 milhões de euros.
Diferença entre Brasil e Europa está diminuindo
Apesar da grande diferença, especialistas afirmam que o futebol brasileiro vem reduzindo gradualmente a distância em relação aos grandes centros europeus.
Especialistas apontam que o futebol brasileiro passa por uma transformação impulsionada pelo amadurecimento das SAFs, pelo aumento dos investimentos privados, pelo crescimento das receitas de TV e pela profissionalização da gestão dos clubes.
Esse cenário tem permitido o retorno de jogadores que estavam na Europa, como Vitor Roque, Andreas Pereira e os convocados para a Copa do Mundo Lucas Paquetá e Danilo.
Para Moises Assayag, especialista em finanças no esporte, a combinação entre gestão profissional e investimentos tem sido determinante para o crescimento dos clubes brasileiros e para a redução da distância em relação às principais ligas do planeta.
"Vem apresentando, nos últimos anos, um ímpeto positivo de forte crescimento em termos de investimentos e valores movimentados. O amadurecimento das SAFs, reguladas em menos de dois anos, a injeção de investimentos das bets no mercado, a maior profissionalização da gestão e o crescimento das receitas de TV contribuíram para mudar o patamar de movimentação de recursos financeiros do futebol brasileiro", diz Moises.
Palmeiras e Flamengo entre os não europeus mais valiosos
Neste ano, um outro levantamento do CIES Football Observatory apontou que Palmeiras e Flamengo estão entre os clubes com maior valor de mercado do mundo entre os não europeus.
No Top 10 do ranking, aparecem outros três times sul-americanos: o Botafogo surge em 8º lugar, avaliado em 130 milhões de euros; o Boca Juniors, em 9º, com 119 milhões de euros; e o Fluminense, em 10º, com 117 milhões de euros.
Além de serem os mais valiosos, Palmeiras e Flamengo possuem os jogadores mais caros do futebol brasileiro atualmente, como Vitor Roque (avaliado em 38 milhões de euros (R$ 222,2 milhões), seguido pelo meia flamenguista Lucas Paquetá, com 32 milhões de euros.
Segundo especialistas, a gestão eficiente nos últimos anos contribuiu para esses números. As boas práticas de governança, aliadas aos investimentos, colocaram as equipes carioca e paulista como referências no Brasil e na América do Sul.
"O destaque de Palmeiras e Flamengo no cenário nacional e internacional está relacionado às receitas, mas este não é o único elemento importante. Estamos falando de duas gestões que se tornaram referência no futebol brasileiro, principalmente quando tratamos de profissionalização e boas práticas de governança. A meu ver, estes, sim, são os elementos essenciais que permitem a maior competitividade que hoje se vê em campo", acrescenta Moises Assayag.
"Clubes melhor administrados, no longo prazo, tendem a gerar mais receitas e reduzir custos. Com maior superávit, eles tendem a formar equipes e elencos melhores. Esses elencos geram mais premiações e receitas com transferências, em um círculo virtuoso que permite acessar melhores atletas e vencer mais jogos com eles", destaca Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana comandada pelo cantor Jay-Z.









