Estádio do Palmeiras ganha novo nome
Votação popular define Nubank Parque como o novo nome do estádio do Palmeiras em contrato que rende cerca de 51 milhões de reais anuais.

O Palmeiras anunciou na manhã desta segunda-feira (04) o novo nome oficial de sua arena em São Paulo. Após uma votação popular que mobilizou cerca de 500 mil torcedores durante o mês de abril, o público escolheu a denominação Nubank Parque com mais de 47% dos votos. A escolha superou as opções Nubank Arena e Parque Nubank, consolidando a parceria entre a WTorre e o banco digital.
A mudança visual do estádio começa imediatamente e a administração prevê a conclusão de toda a identidade visual até o mês de julho. O novo contrato de naming rights possui validade até 2044, ano em que vence a escritura de superfície da construtora. A partir de 2045, o Palmeiras assume o controle total e a gestão exclusiva da propriedade.
Acordo bilionário dobra arrecadação do setor na arena
Os valores do novo contrato impressionam e representam um salto financeiro enorme para o ecossistema do estádio. O Nubank pagará anualmente cerca de 10 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 51 milhões na cotação atual. Esse montante praticamente dobra o faturamento anual gerado pelo acordo anterior, que rendia cerca de R$ 15 milhões iniciais em 2013.
Embora o Palmeiras não participe diretamente da negociação por causa da escritura de superfície da WTorre, o clube lucra com o aumento dos valores. O Alviverde recebe repasses mensais da administradora e, desde novembro passado, a fatia sobre os naming rights subiu para 15%. Esse percentual de ganhos do clube sobre as propriedades da arena aumenta a cada cinco anos conforme prevê o contrato.

Legado e números expressivos da era Palmeiras-Allianz Parque
O encerramento do vínculo com a Allianz deixa um rastro de sucesso esportivo e financeiro na história do Palmeiras. Nos últimos 12 anos, a arena recebeu 348 jogos e 269 shows, atraindo 8,7 milhões de torcedores apenas nas partidas do Verdão. Somente com a venda de ingressos do time masculino profissional, o historiador Fernando Galuppo registra uma arrecadação bruta de R$ 564,6 milhões no período.
Nesta última década, o Palmeiras embolsou mais de R$ 235 milhões em repasses diretos e acordos judiciais referentes ao uso do estádio. Esse valor engloba pagamentos mensais e o encerramento de disputas jurídicas que duraram quase dez anos entre o clube e a WTorre. A era anterior terminou oficialmente no último sábado (02), no empate por 1 a 1 contra o Santos, marcando o fim de uma das parcerias mais longevas do marketing esportivo brasileiro.









