Jude Bellingham defende mais diálogo sobre saúde mental e critica pressões das redes sociais
No Dia Mundial da Saúde Mental, astro do Real Madrid fala de vulnerabilidade, autoconfiança e o papel dos atletas como exemplo

Em mensagem publicada no Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado nesta sexta-feira (10), Jude Bellingham abriu o coração sobre os desafios psicológicos que enfrentou desde o início da carreira e defendeu mais empatia e abertura dentro do futebol. O meio-campista do Real Madrid e da seleção inglesa, embaixador da Laureus Sport for Good, destacou a importância de se falar sobre sentimentos, do apoio entre colegas e da forma como o esporte pode transformar vidas.
“Quando eu era jovem no Birmingham, lia tudo o que diziam sobre mim no Twitter. Mesmo os comentários positivos me fizeram pensar: por que eu deveria deixar que pessoas que não me conhecem definam como me sinto sobre mim mesmo?”, disse o jogador.
Bellingham explicou que hoje evita se expor a esse tipo de conteúdo, mas reconhece o papel das redes sociais para aproximar atletas e fãs. “Quando você é honesto e autêntico, o público entende melhor o que sentimos. Mas também há o lado negativo, e é preciso saber quando se afastar disso”, afirmou o atleta.
O meio-campista destacou que o tabu sobre saúde mental ainda é grande no esporte. “Já me senti vulnerável, duvidei de mim e precisei de alguém para conversar. Em vez disso, tentei manter a imagem de atleta que não precisa de ninguém. Mas a verdade é que todos precisamos. Falar faz bem”, disse Jude Bellingham.
“Atletas parecem ter o mundo nas mãos, mas, quando somos abertos, damos espaço para conversas mais profundas. É nosso dever, pela posição que temos, sermos exemplos positivos", acrescentou o jogador.
Bellingham também elogiou a estrutura de apoio que encontra no Real Madrid, onde, segundo ele, há técnicos e companheiros sempre dispostos a ouvir:
“Nunca estive em um buraco mental profundo, mas já vi pessoas próximas passando por isso. Prefiro ser o tipo de colega com quem se pode conversar sobre esses assuntos”, comentou o meia.
Por fim, o inglês reforçou o poder do esporte como ferramenta de união e bem-estar:
“O futebol faz as pessoas se aproximarem, cria amizades e apoio mútuo. Esse é o poder do esporte — e é por isso que quis me tornar embaixador da Laureus. O esporte pode transformar vidas e construir uma sociedade melhor.”
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