John Textor será julgado por não apresentar provas de manipulação ao STJD
Em caso de condenação, empresário americano pode ser punido com suspensão e multa; julgamento está marcado para a próxima segunda-feira (15)

John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) na próxima segunda-feira (15) por não apresentar as provas que alegou ter em relação à corrupção na arbitragem do Campeonato Brasileiro. Em caso de condenação, o empresário americano pode ser punido com suspensão e multa.
Em uma entrevista concedida no início de março, Textor afirmou ter gravações de árbitros queixando-se de não receber propinas prometidas, além de alegar manipulação de resultados nas edições de 2021, 2022 e 2023 do Brasileirão. Após essas declarações, a Procuradoria do STJD solicitou a abertura de inquérito, prontamente aceito por José Perdiz de Jesus, presidente do tribunal, que exigiu que o americano apresentasse as provas em até três dias, o que não ocorreu.
A falha em apresentar as evidências solicitadas levou o auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva a estipular um novo prazo para entrega das provas, que também não foi atendido. O processo foi então encaminhado ao Pleno do STJD, que, em sessão realizada no dia 14 de março, afirmou a competência da Justiça Desportiva para investigar o caso e decidiu pela não suspensão automática de Textor, proposta pelo auditor processante.
Como resultado, a Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou John Textor por duas infrações ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva: a primeira, por não colaborar com a Justiça Desportiva na apuração de infrações, com multa prevista entre R$ 100 e R$ 100 mil; e a segunda, por não cumprir ou atrasar o cumprimento de decisões ou determinações da Justiça Desportiva, também sujeita a multa e possíveis penalidades de suspensão.









