Auxiliar de Abel explica confusão no fim do jogo do Palmeiras: "O treinador me xingou de tudo"
João Martins explicou a confusão que protagonizou no final do jogo diante do Guarani

João Martins, auxiliar de Abel Ferreira (suspenso) no Palmeiras, deu detalhes da confusão que protagonizou nos minutos finais do empate por 1 a 1 diante do Guarani. Segundo o técnico, a confusão ocorreu por que um técnico do Bugre, Matheus Costa, o xingou durante o tumulto.
A confusão foi ocasionada por um pedido de “fair play” do time de Campinas, que colocou a bola para fora pedindo atendimento médico. Os jogadores do Verdão, no entanto, não devolveram a bola, o que levou à confusão. Vale destacar que, nesse momento do jogo, o Guarani se classificava para o mata-mata do estadual e, por isso, tentava ganhar tempo para evitar uma virada do Palmeiras.
“Existe uma ética. Nós nunca tivemos problemas com o banco adversário. Nós discutimos muito com árbitros, mas nunca nos viram tendo problemas com o banco adversário. O treinador me xingou de tudo pela nossa equipe ter jogado rápido. O árbitro é quem decide quando interrompe o jogo”, explicou João Martins que, na sequência, criticou a arbitragem:
“Ano passado começamos o Campeonato Brasileiro com duas regras claras. Uma era que o árbitro só pararia o jogo se houvesse choque de cabeça. Seis meses depois essa foi uma das regras que quebradas. A outra é que só haveria atendimento médico fora do campo se o jogador não levantasse em 30 segundos. Eram regras que davam tempo ao jogo, mas rapidamente desapareceram. Gostaria de saber o motivo”.
“O Guarani já tinha perdido dois minutos em cada tiro de meta, 30 segundos em cada lateral, os jogadores sempre no chão… E eu disse o mesmo aos meus jogadores: para continuar jogando. O árbitro está lá, não tem motivo para pôr a bola fora. Tem que jogar, o jogador já estava de pé, como foi visto”, concluiu.
Auxiliar é sincero sobre confusão
Após explicar toda a causa da confusão no final do jogo do Palmeiras, João Martins foi sincero ao dizer por que reagiu às falas do técnico do Guarani durante a confusão. Seguranças precisaram, inclusive, apartar os dois na ida para os vestiários da Arena Barueri, na entrada do túnel.
“Peço desculpa, mas eu tenho sangue quente. E tenho os meus limites. Sei que passei dos limites e nada justifica isso, mas vou arcar com as consequências dos meus atos. Foi a primeira vez, tanto eu como o Abel, que tivemos um problema com o banco contrário. Mas ser ofendido daquela maneira, não”, disparou o treinador.
O Palmeiras volta a campo no próximo final de semana, pelas quartas de final do Paulistão, quando encara o Capivariano. A Federação Paulista de Futebol (FPF) ainda não definiu as datas e horários dos duelos, mas a próxima fase do estadual acontece nos dias 21 e 22 de fevereiro.
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