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Artur Jorge estabelece marca inédita entre técnicos da era SAF no Cruzeiro

Com o 2 a 0 sobre o Grêmio, Artur Jorge alcança quarta vitória em seis partidas pelo Cruzeiro, com um aproveitamento de quase 67%

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Artur Jorge estabelece marca inédita entre técnicos da era SAF no Cruzeiro
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A vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio marcou mais um capítulo do início de trabalho de Artur Jorge no Cruzeiro. Logo após o apito final, os números do treinador ganharam destaque, já que o comandante alcançou sua quarta vitória em apenas seis partidas no clube. O desempenho coloca o técnico com aproveitamento próximo de 67% desde sua chegada à Toca da Raposa.

O movimento da diretoria liderada por Pedro Lourenço chamou atenção pela rapidez na extensão do vínculo de longo prazo. No instável mercado do futebol brasileiro, assegurar um treinador por tantos anos é uma estratégia pouco usual. No entanto, os dados estatísticos sustentam a decisão da cúpula celeste neste momento. Percebe-se que a adaptação tática do elenco ocorreu de forma muito mais natural sob o novo comando.

 
Com a última vitória, o Cruzeiro deixa o Z-4 e foca em se distanciar na partida contra o Remo, na próxima rodada – Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro

 

Comparativo com treinadores da era SAF

A análise comparativa com gestões anteriores da SAF evidencia o abismo entre o sucesso atual e as tentativas passadas. Fernando Diniz, por exemplo, precisou de quinze apresentações para somar as mesmas quatro vitórias que Jorge obteve em seis jogos. Ele conduziu o time ao vice da Sul-Americana, mas sucumbiu após vinte partidas. Embora tenha tido momentos bons, a irregularidade abreviou sua passagem pelo Cabuloso.

Na sequência da cronologia, Leonardo Jardim teve uma jornada de altos e baixos apesar do prestígio com as arquibancadas. O técnico europeu demorou treze rodadas para alcançar o quarto triunfo, acumulando eliminações amargas em competições de mata-mata. Jardim deixou o cargo após cinquenta e cinco exibições e uma terceira colocação no Brasileiro. Desse modo, o rendimento inicial do atual treinador se mostra muito superior.

Já Tite teve uma das passagens mais polêmicas antes da reformulação que trouxe o atual comandante português. Mesmo com o título mineiro no currículo, o técnico precisou de nove jogos para ganhar quatro vezes na equipe. A queda livre no Brasileirão resultou em sua demissão precoce após apenas 17 confrontos oficiais.

O calendário reserva agora desafios pesados fora de casa contra o Goiás, pela Copa do Brasil e o Remo, pelo Brasileirão. Além disso, a preparação para o duelo contra o Boca Juniors pela Libertadores já movimenta os bastidores do Cabuloso. Manter a pegada ofensiva será o principal desafio de Artur Jorge nas últimas semanas de abril. Inegavelmente, o torcedor cruzeirense vive hoje uma expectativa de títulos que há muito tempo não se via.

 

 

 

 

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