Anselmi elogia atitude do Botafogo em Potosí e projeta virada: "A história será diferente"
Treinador destacou esforço do elenco na altitude de Potosí e afirmou que equipe pode reverter confronto no Nilton Santos

O Botafogo foi derrotado por 1 a 0 pelo Nacional Potosí nesta quarta-feira (18), na Bolívia, em duelo disputado sob forte altitude. Mesmo com o revés fora de casa, o técnico Martín Anselmi avaliou de forma positiva a postura da equipe.
O treinador lamentou as chances desperdiçadas e afirmou que o resultado poderia ter sido diferente. Ele também demonstrou confiança na reação do Alvinegro no jogo de volta, no Estádio Nilton Santos.
Anselmi destaca esforço na altitude
Anselmi reconheceu falhas nas finalizações, mas priorizou o elogio à atitude do grupo. O treinador ressaltou o desgaste da viagem e as dificuldades impostas pela altitude de Potosí.
“Erramos situações claras no primeiro tempo, também no segundo. Estou satisfeito com o esforço dos jogadores, o comprometimento, a atitude e a energia deles. Não é fácil jogar aqui, este é um dos três estádios mais altos do mundo, depois de viajar ontem para a Bolívia e hoje por três horas e meia para chegar a Potosí, e vocês sabem do que estou falando. Estou satisfeito com o desempenho deles, com esse resultado não, acho que poderíamos ter conseguido empatado ou vencido a partida se tivéssemos saído na frente no primeiro tempo. A série ainda está aberta, agora vamos jogar 90 e tantos minutos em casa e a história obviamente será bem diferente”.

Estratégia e experiência em jogos na altitude
Além do aspecto físico, o treinador explicou a estratégia adotada para controlar o ritmo da partida. Segundo ele, a equipe precisava evitar contra-ataques precipitados para não desperdiçar energia no ar rarefeito.
Anselmi citou a própria experiência na altitude para contextualizar o desafio enfrentado pelo elenco. Ele voltou a exaltar a concentração dos atletas durante todo o confronto.
“Não estou feliz com o resultado. Muitas coisas aconteceram como esperávamos durante a partida. Sabíamos que tínhamos que ser inteligentes no controle e no domínio da bola, pois se tentássemos contra-atacar muito rápido e nos esforçássemos e não conseguíssemos concretizar, desperdiçaríamos energia. Sei como é jogar aqui, não em Potosí, mas na altitude. E eu sei o que significa ser o time da casa, e também já vi como nossos adversários sofreram quando comandei jogos na altitude. E não estávamos a mais de quatro mil metros de altitude. Por isso, quero reconhecer e parabenizar meus jogadores pelo esforço e pela forma como se mantiveram concentrados durante toda a partida, permanecendo no jogo o tempo todo e criando oportunidades para começar vencendo ou para empatar o jogo”.









