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"Fui ameaçado de morte ao lado da minha filha", afirma Marcos Braz

Vice-presidente te futebol do Flamengo falou pela primeira vez sobre confusão em shopping do Rio de Janeiro envolvendo torcedor

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"Fui ameaçado de morte ao lado da minha filha", afirma Marcos Braz
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O vice-presidente te futebol do Flamengo, Marcos Braz, se pronunciou pela primeira vez sobre a briga que se envolveu em um shopping do Rio de Janeiro, na última terça-feira (19), envolvendo torcedores rubro-negros. Em coletiva de imprensa, nesta quinta (21), o dirigente deu sua versão dos fatos e afirmou que foi ameaçado de morte na presença de sua filha.

Segundo o dirigente, ele estava aguardando a menina dentro da loja, quando foi ofendido por dois ou três torcedores. Braz alegou não ter respondido às cobranças, e os homens foram embora. Quando a menina, que completou 15 anos na última quarta-feira (20), chegou ao local, outros homens teriam ameaças. "Eu falei sistematicamente para ele que a minha filha estava lá e ele falou: "fo**** a sua filha", relatou.

"O final vocês viram. Eu tenho o problema lá. Os fatos foram postados rapidamente. Parece que fizeram a conta: 40 segundos. Preciso abordar o tema. Eu saio passando a mão no nariz e saio procurando a minha filha. Qual foi meu cálculo rápido? Eu não vou para o meu carro porque não tenho segurança e ele não estava perto. Por eu não estar com segurança e por o Flamengo não me dar segurança, eu volto para a loja", completou.

Escoltado pela polícia, Braz foi até a delegacia prestar esclarecimentos. "Queria deixar claro que quando eu aceitei o cargo de vice-presidente do Flamengo, até por ser criado dentro da Gávea e desse ambiente, eu tinha noção clara do que é ser VP de futebol. Eu sei da pressão, dos questionamentos e das situações políticas. Sei que os resultados às vezes não vêm, os resultados esportivos não vêm. E os jornalistas que passaram esses cinco anos aí podem falar tudo de mim, mas acho que são testemunhas fortes de que jamais tive problema com torcedor, jamais fiz banana para o torcedor. Eu convivo bem com essa pressão. Às vezes a pressão é acima do tom, mas eu estou acostumado com isso", disse.

"Vocês têm que acreditar de mim. Eu fui ameaçado e ameaçado de morte ao lado da minha. Eu sou preparado para estar no cargo. Para isso, eu não me preparei, talvez eu tenha tido uma atitude diferente. Para ser ameaçado do lado da minha filha e ela sendo ameaçada também verbalmente, in loco, é diferente também", continuou.

O dirigente se desculpou pelo ocorrido. "Peço desculpas pelo transtorno que causei. Peço desculpas a pares da diretoria e à torcida do Flamengo. Peço desculpas por não ter me preparado para ser ameaçado por torcida na frente da minha filha. Tenho três jornalistas que me batem bem porque eu estou acostumado. Não posso ter situação sistêmica ao lado da minha filha".

Continuidade no Flamengo

"Já refleti e já passei aqui. Quem determina a minha continuidade ou não é o presidente Rodolfo Landim. E, ao que me consta, estaremos juntos em 2024. E antes de 2024 temos muita coisa para fazer neste ano".

Houve mordida na virilha?

"Depois que eu falei a última frase que ele falou, eu me lembro de pouca coisa".

Ausência na câmara de vereadores

"Terças e quintas, de 13h30 às 16h, você dá presença virtual para entrar no sistema. Eu posso falar, eu posso ouvir. Eu tenho conhecimento das pautas. Quando chega 16h, se você não botar o dedo dentro da câmera, você toma falta e é descontado do salário. Fizeram a matéria e esqueceram de dar detalhes. Eu tomei a falta, eu não fiz nenhuma ilegalidade. Eu vou ser descontado".

Seguranças 

"Outra questão é sobre segurança. Eu não tinha nenhuma segurança comigo. Os seguranças que apareceram lá são do shopping. Não foi dessa vez, mas vai ter uma tragédia no futebol. Uma hora vai ter. Vamos embora, é questão de tempo. Mas eu vou continuar".

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