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Renato Paiva admite mágoa após saída do Bahia: "Não admito faltar com respeito"

Treinador divulga nota após pedir demissão do Tricolor de Aço e relembra que time foi montado durante a temporada

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Renato Paiva admite mágoa após saída do Bahia: "Não admito faltar com respeito"
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O técnico Renato Paiva se manifestou pela primeira vez na manhã desta quinta-feira (7), um dia após pedir demissão do Bahia. O treinador português divulgou uma nota em que destaca os motivos de deixar o Tricolor. A saída de Paiva foi anunciada pelo clube na noite da última quarta-feira (6).

"O Bahia é um clube apaixonante, de uma torcida gigante e acalorada. Mas que também passa do ponto como qualquer outra. No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano", escreveu o técnico.

"Infelizmente, tivemos que montar o elenco com as competições em andamento, mais de 20 reforços chegaram durante a temporada, e não é do dia para o outro que um grande time se forma. É preciso tempo", ressaltou.

No Bahia, Paiva disputou 49 partidas, com 19 vitórias, 15 empates e 15 derrotas. O técnico deixa o clube na luta contra o rebaixamento, na 16ª posição. Ele se consagrou campeão do Campeonato Baiano 2023, mas foi eliminado na primeira fase da Copa do Nordeste e nas quartas de final da Copa do Brasil.

Leia a nota completa:

"Apesar de a diretoria da SAF do Bahia e os capitães da equipe, Kanu e Thaciano, terem se posicionado contra sua decisão, o técnico Renato Paiva pediu demissão na noite desta quarta-feira(06/09) e não comanda mais o Esquadrão. Na sua passagem, conquistou o título baiano deste ano e levou o time às quartas de final da Copa do Brasil, o que não acontecia desde 2019. Deixa o clube na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e leva consigo boas histórias, alegrias, mas também uma certa mágoa.

"O Bahia é um clube apaixonante, de uma torcida gigante e acalorada. Mas que também passa do ponto como qualquer outra. No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano. Infelizmente, tivemos que montar o elenco com as competições em andamento, mais de 20 reforços chegaram durante a temporada, e não é do dia para o outro que um grande time se forma. É preciso tempo. Mas o que levarei daqui são os momentos felizes que vivi diariamente com um grupo de jogadores fantástico, que sempre me apoiou e esteve ao meu lado. Serei mais um torcedor deles. Agradeço pela oportunidade que o Grupo City me deu de comandar uma das camisas mais pesadas do futebol brasileiro"."

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