Botafogo: Claus diz que Tchê Tchê "não sofre empurrão e solta o corpo"
Árbitro de vídeo concorda com interpretação de campo e não revisa o lance, pois não faz parte da fase de ataque do gol do Flamengo

Nesta terça-feira (5), a CBF divulgou o áudio de Raphael Claus e do VAR no lance do segundo gol do Flamengo, marcado por Bruno Henrique, que decretou a vitória da equipe contra o Botafogo. Para os árbitros, o lance anterior - uma dividida de Wesley e Tchê Tchê - não é falta, e a cabine não pôde analisar, já que ele não fez parte da fase ofensiva do ataque.
"Não, não tem empurrão. Não empurra, não faz nada. (Tchê Tchê) Solta o corpo", diz Claus, no momento da dividida.
Na sequência, o Flamengo mantém a posse da bola, mas a roda por vários setores e chega a voltá-la para o penúltimo homem. Em tempo real, a cabine chega a comentar que a defesa do Botafogo está totalmente recomposta. O protocolo do VAR só permite que ele entre em ação em lances de "Posse em fase de ataque", ou APP.
Após o gol, a árbitra Daiane Muniz, que comanda o vídeo, revisa o lance e confirma sua legalidade. "Claus, aquela possível falta lá atrás, a gente nem viu, tá? Porque ela não está no APP, está muito distante disso. E ele está correndo, sente um braço nas costas e cai, tá bom?", diz Daiane.
Polêmica
O assunto de quando o VAR pode ou não revisar uma jogada entrou em alta no futebol brasileiro no dia 27 de agosto, após a anulação do gol do Vasco diante do Palmeiras, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O vídeo pegou Vegetti em posição de impedimento, mas sequer considerou um corte deliberado de Richard Ríos na sequência do lance.
Para Nadine Basttos, comentarista de arbitragem do SBT, o volante palmeirense teve espaço e lucidez suficiente para optar pelo corte abrupto, que sobrou nos pés de Paulinho, que dominou e finalizou a gol. O chutão do colombiano retiraria a possibilidade de revisão do impedimento anterior de Vegetti.
A Comissão de Arbitragem da CBF, porém, sem divulgar o áudio entre os árbitros, soltou um vídeo em que Wilson Seneme e Péricles Bassols concordam com a anulação do gol. A entidade alegou que a ação de Richard Ríos não configurou uma troca de posse de bola e que a posição do atacante do Vasco deveria ser checada.









