Sampaoli se manifesta sobre confusão: "Tenho pensando como ajudar Pedro e Pablo"
Técnico do Flamengo adota tom conciliador sobre agressão de auxiliar a atacante Pedro; veja comunicado

O técnico Jorge Sampaoli, comandante do Flamengo, se manifestou na tarde deste domingo (30) sobre o soco que o auxiliar Pablo Fernández deu no atacante Pedro. Em texto publicado nas redes sociais, o treinador argentino condenou a agressão e adotou tom conciliador. Sampaoli disse que tenta "ajudar" Pedro e Pablo Fernández.
O posicionamento de Jorge Sampaoli foi publicado no Instagram. No comunicado, o argentino comentou sobre a violência que existe no meio do futebol e lamentou que o caso tenha acontecido.
"Não acredito na violência como solução. Isso não nos leva a lugar nenhum. Nem na vida, nem no futebol. Ao longo da minha carreira, vi tantas lutas e elas sempre me deixaram com uma sensação de vazio. O que aconteceu ontem me deixou muito triste. Ofuscamos uma vitória impressionante com uma disputa interna cujas razões existem, mas neste momento não importam", escreveu o treinador.
Em outro trecho, o técnico deixou claro o tom conciliador diante do caso. Sampaoli colocou o Flamengo em primeiro lugar, afirmando que o objetivo é ter o clube no "topo". Sobre os personagens do caso, o comandante disse que tenta "ajudar Pedro e Pablo".
"Não tenho dormido pensando em como ajudar Pedro e Pablo. Sei que vocês dois tiveram uma noite horrível. E que, aconteça o que acontecer, temos a obrigação de nos cuidar. Para nos mudar Para unir. Para ser melhor. E colocar o Flamengo no topo", se manifestou o técnico.
O repórter Venê Casagrande, jornalista do SBT Sports Rio, revelou que a situação de toda a comissão técnica de Jorge Sampaoli é ruim. O Flamengo ainda não se manifestou sobre o caso. O atacante Pedro registrou boletim de ocorrência em uma delegacia de Belo Horizonte. O preparador físico Pablo Fernández já retornou ao Rio de Janeiro.
Veja o texto completo de Jorge Sampaoli:
"Não acredito na violência como solução. Isso não nos leva a lugar nenhum. Nem na vida, nem no futebol. Ao longo da minha carreira, vi tantas lutas e elas sempre me deixaram com uma sensação de vazio. O que aconteceu ontem me deixou muito triste. Ofuscamos uma vitória impressionante com uma disputa interna cujas razões existem, mas neste momento não importam.
A história me mostrou que a única solução é a conversa. Mesmo quando errei ou vi o erro dos outros. Eu tenho fé na palavra. Que é uma forma de ter fé no ser humano. Porque a violência nos separa e a conversa nos une.
Quando eu era criança e comecei a jogar futebol, as brigas dentro e fora do campo eram muito comuns. Assim como muitas coisas no mundo mudaram para pior, algumas mudaram para melhor. A violência é menos aceita a cada dia como forma de resolver as coisas. É uma transformação que levará tempo. Não será de um dia para o outro. Todos nós temos o direito de cometer erros. Porque temos a possibilidade de nos transformarmos. Para ser melhor.
Eu sou o condutor desta equipe. Me dói muito quando dois colegas de trabalho brigam. Mais do que a violência. Os treinadores não se dedicam apenas à tática e à preparação dos futebolistas. Acima de tudo, trabalhamos para gerir grupos. Tentamos melhorar e cuidar das pessoas.
Não tenho dormido pensando em como ajudar Pedro e Pablo. Sei que vocês dois tiveram uma noite horrível. E que, aconteça o que acontecer, temos a obrigação de nos cuidar. Para nos mudar Para unir. Para ser melhor. E colocar o Flamengo no topo."









