Abel diz que Palmeiras e Corinthians "precisam um do outro"
Em entrevista coletiva, treinador do Verdão elogia primeiro tempo da equipe e comenta futuro no clube

O técnico Abel Ferreira comentou seu futuro no Palmeiras, em entrevista coletiva concedida neste sábado (29), após a vitória palmeirense por 2 a 1 contra o rival Corinthians, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro. Ele também destacou o primeiro tempo do Verdão na partida e disse que os dois rivais "precisam um do outro".
"Gosto muito de jogar contra o Corinthians lá ou cá. São jogos quentes, bem disputados, o público vibra muito. Eu acho que o Palmeiras sem o Corinthians e o Corinthians sem o Palmeiras não seriam a mesma coisa. Ninguém tem que pensar igual a mim. Um precisa do outro. Assisti Romeu e Julieta ('O Casamento de Romeu e Julieta', filme brasileiro). Apesar dessa rivalidade toda é possível um corintiano e uma palmeirense viverem juntos", disse o treinador.
Ele elogiou o Palmeiras pelo futebol apresentado no primeiro tempo da partida. "Uma primeira parte brilhante. Domínio, controle do jogo, oportunidades, gols. Previa-se que a segunda parte fosse parecida. O gol que sofremos, que foi imprevisível, deu um alento a um adversário que estava completamente dominado. O futebol é assim. Mas fica uma brilhante primeira parte, uma segunda mais equilibrada e três pontos justíssimos para nós", continuou Abel.
Questionado sobre sua continuidade no comando do Palmeiras, o técnico português comentou o assunto e brincou, afirmando que a decisão é da esposa. No entanto, ele destacou a qualidade do elenco alviverde e disse que dificilmente sairá enquanto ver os jogadores motivados a ganhar títulos.
"Por todas as minhas falas até agora, vocês sabem que eu gosto de estar aqui. A família está aqui comigo, mas tem que falar com quem manda em casa. Mas eu ainda tenho mais um ano e meio de contrato. O futebol é muito dinâmico, até me mandarem embora. A Leila pode me mandar embora, ser vendido ou cumprir o contrato, que é a primeira intenção. Quem manda é lá em casa. Se quiser me ter aqui, tem que ir primeiro por lá. O que ela decidir, por mim tá está bem".
"Rony, Dudu, Veiga, Zé, Gomez, Weverton.... Seis homens de grande caráter dentro do jogo. Sabem que independentemente do que aconteça no jogo temos que estar focados no que temos que fazer. Com jogadores com essa mentalidade é muito mais fácil atuar em momentos de turbulência dentro do próprio jogo, manter a calma que nos permita estar com a cabeça fria para tomar boas decisões".
"O que admiro neles não é a qualidade. É o caráter. Já tive oportunidade de deixar o elenco por muito mais dinheiro e disse a eles. Não vim aqui passar férias. Quero continuar a ganhar. Enquanto sentir esse desejo e vontade na atitude e olhar deles, dificilmente vou sair do Palmeiras. Dificilmente eu deixarei este elenco, enquanto demostrarem essa vontade. Tem que mostrar esse desejo. São irmãos de guerra. Não são da minha família, mas gosto muito deles. Minha mulher ficou até com ciúmes quando disse que os amava. Quando cheguei em casa, quase me bateu (risos). Tenho um orgulho muito grande de ser treinador deles", concluiu Abel Ferreira.









