SBT Sports

Duilio explica desistência do Corinthians por auxiliar: "Defendeu golpe militar"

Presidente do Timão afirma que Rodrigo Santana defendeu "golpe militar" no país; presença de auxiliar em protestos antidemocráticos gerou desistência alvinegra

Imagem da noticia Duilio explica desistência do Corinthians por auxiliar: "Defendeu golpe militar"
Duilio explica desistência do Corinthians por auxiliar: "Defendeu golpe militar"
• Atualizado em

Nesta quarta-feira (14), o presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, concedeu uma importante entrevista coletiva no CT Joaquim Grava. O mandatário do clube explicou que a desistência da contratação do auxiliar-técnico Rodrigo Santana foi motivada pela defesa antidemocrática do profissional.

Na resposta, Duilio Monteiro Alves chegou a dizer que Rodrigo Santana defendeu a instalação de um "golpe militar" no Brasil. Para o mandatário, a atitude tomada pela cúpula do clube foi reforçar a luta democrática do Corinthians no país.

"Até legal esclarecer isso. Eu entendo como coisas diferentes. Corinthians é um clube democrático, que sempre lutou por democracia e seguirá assim por sua história e fundação. Vai sempre continuar defendendo a democracia, que para mim é a maior conquista que o Brasil já teve nesses últimos anos. O que eu queria separar que não estamos discutindo se votou nesse ou naquele, se é de direita, centro ou de esquerda. Isso é a democracia, é o que nós defendemos. Jamais vamos deixar de contratar por escolhas A, B ou C. Mas nesse caso o que estava sendo defendido pelo profissional era um golpe militar, o fim da democracia. E a opção foi não contratar. Se ele defende isso, é um direito dele, mas é um direito que a democracia permite. No nosso caso, na direção do clube, tem a opção de contratar ou não, jamais pela escolha política, e sim por estar defendendo um golpe. O clube é democrático e não abre mão disso nunca", afirmou Duílio.

Rodrigo Santana seria contratado para fazer parte da comissão técnica comandada por Fernando Lázaro, que vai comandar o Timão em 2023. O Alvinegro desistiu da contratação do profissional um dia depois do surgimento da informação de que Rodrigo Santana fez parte das manifestações antidemocráticas que ocorrem no Brasil desde o fim da eleição presidencial.

"A gente não tinha conhecimento da presença na manifestação a favor do golpe, nem o conheço direito e não quero ficar falando dele. É um grande profissional e isso foi levantado. Preferências políticas não nos importa. Nesse caso específico, ida a quartel, não sabíamos. Quando soubemos, foi quando passamos a vocês que a contratação seria desfeita. Compliance não é simples de implementar. São muitas coisas muitas áreas, contratos, tudo. Até o fim da gestão esperamos que tudo passe pelo compliance. Isso é terceirizado. Temos que chegar nesse ponto de checar para evitar esse tipo de coisa. Temos que estar mais prontos para isso. Trabalho para que isso ocorra está sendo feito", completou o presidente do Timão.

Na mesma coletiva, o mandatário do Corinthians comentou a ida de Vítor Pereira para o Flamengo e questionou o caráter do técnico português. A equipe Parque São Jorge vai encarar o Red Bull Bragantino no primeiro desafio de 2023, no dia 14 ou 15 de janeiro - a partida pelo Paulistão ainda não tem data definida. 
 

Publicidade
Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade
Publicidade