Abel detona arbitragem após eliminação do Palmeiras: "Sentimento de revolta"
Treinador português parabenizou classificação do Athletico-PR, mas citou "fatores que condicionaram o resultado do jogo"

Revolta. Esse é o sentimento do técnico Abel Ferreira após a eliminação do Palmeiras da Copa Libertadores da América. O treinador português elogiou a atuação do Athletico-PR, mas criticou duramente a arbitragem e citou "fatores que condicionaram" o empate por 2 a 2 com o Furacão.
"Naquilo que nós controlamos, naquilo que os meus jogadores controlaram, fizeram tudo, e eu não poderia ter pedido mais. Estamos tristes, muito tristes, porque merecíamos ter saído dessa competição de outra forma, não por terceiros, e houve fatores que condicionaram muito o resultado hoje, que tiveram impacto direto no que foi o desfecho final", começou Abel.
"Acho que todos vimos o mesmo jogo. No lance que poderia ter dado a expulsão do jogador que agrediu o Rony (Alex Santana), o árbitro deu amarelo. Eu nunca vi um amarelo por agressão. A nossa expulsão parece injusta. Foi difícil, porque merecíamos mais. Estamos tristes por conta disso, mas não adianta. Parabéns ao Athletico, vai ficar para a história o dia em que o Athletico chegou a uma final, e nós estamos fora", continuou o treinador, que finalizou:
"Revolta, o sentimento é de revolta. Revolta é o que nós sentimos, revolta. É isso."
Dois lances polêmicos movimentaram o primeiro tempo do embate. Aos 26 minutos, Alex Santana levantou o cotovelo, acertou Rony e recebeu o cartão amarelo. Aos 44, Murilo deu uma solada em Vitor Roque e foi expulso após o árbitro ser chamado pelo VAR.
Com um a menos, o Palmeiras até conseguiu ampliar a vantagem e chegou a liderar o placar por 2 a 0, mas sofreu o empate. Por ter vencido por 1 a 0 o jogo de ida, na Arena da Baixada, o Furacão avançou à final da Libertadores. Para Abel, a eliminação colocará à prova o psicológico do elenco palmeirense.
"É um golpe. Vai testar a nossa força mental, nossa resiliência, pela forma que foi. Se fosse de outra forma, mas da forma que foi é duro. Nós já levamos pancadas, já saímos da Copa do Brasil da forma que foi e agora temos que seguir nosso caminho, não há outra forma", disse.









