Presidente do Grêmio explica retorno de Renato: "É um agregador"
Em coletiva, Romildo Bolzan justificou a volta do comandante e ressaltou a importância da reta final da Série B

A volta de Renato Gaúcho ao Grêmio foi explicada nesta sexta-feira (2) pelo presidente Romildo Bolzan. Em entrevista coletiva, o mandatário do Imortal Tricolor apontou que Portaluppi é um "agregador" do que o clube precisa para a reta final do Brasileirão Série B.
Para Romildo Bolzan, o retorno de Renato ao comando do Grêmio é uma maneira de agregar clube e torcida nas últimas rodadas da segunda divisão nacional. O dirigente tricolor salientou que não existe perfil de líder melhor que o do treinador de 59 anos.
"Não é salvador da pátria, é um agregador do que precisamos nestas 11 partidas. Não tem perfil, modelo, atitude, liderança mais importante que o Renato. Digo mais. Ainda bem que ele é gremista e fez esse contrato de 2 meses e assumiu esse compromisso. É para poucos", afirmou Bolzan.
Inicialmente, o contrato de Portaluppi com o Grêmio é de apenas dois meses. O presidente do Imortal Tricolor destacou que o foco do clube neste momento é a reta final da Série B. Com 44 pontos e na 4ª colocação do torneio, a equipe gaúcha está a três do Londrina, que é o 5º na tabela. Neste cenário, a volta de Renato é para assegurar o retorno à Série A.- algo dito pelo próprio treinador.
"O Renato vem para fazer as 11 partidas. Como gremista. Não tem passado, futuro, nada. O objetivo são as 11 partidas restantes da Série B. Vamos trabalhar juntos neste particular até o fim. Não examinamos mais nada, apenas isso que combinamos. Diz respeito à torcida e ao Grêmio. Não vamos fazer nada que relembre o sucesso ou os problemas, se vai ser ou não contratado no futuro. Isso é irrelevante. O que interessa são essas 11 partidas e foi o que combinamos", explicou o mandatário.
Na coletiva, Romildo Bolzan ainda explicou a demissão de Roger Machado. O presidente apontou que a demissão do técnico não foi motivada por resultados ruins, mas sim por um aspecto anímico do time.
"Tenho um conceito extremamente positivo do trabalho do Roger. Só tenho agradecimentos. Vou procurá-lo depois, mais adiante. Mas quero reconhecer a capacidade de trabalho, a integridade técnica, fazer isso publicamente. Não foi por isso que saiu. Temos 11 jogos extremamente complicados, ambientes fragilizados, não é possível um time que vem jogando três partidas que foram comprometidas, mas não tem condições de um time entrar seguro, sólido, estabilizado emocionalmente quando no aquecimento se vaiam jogadores, treinador. Hoje temos que criar um ambiente para gerar segurança de todos", completou.









