Michael admite desejo de voltar ao Brasil e cita Flamengo como prioridade
Atacante de 26 anos revelou que problemas de adaptação na Arábia Saudita e recente morte de sua mãe potencializaram vontade de retornar ao futebol brasileiro

"Xodó" da torcida do Flamengo na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 2021, o atacante Michael, que atualmente defende o Al-Hilal, da Arábia Saudita, quer retornar ao Brasil. Sem citar nomes, o jogador revelou ter recebido propostas de dois clubes do futebol nacional e ainda citou um promessa na qual daria prioridade ao Rubro-Negro.
"A verdade é uma só. Quero voltar ao Brasil. Tem (dois clubes perto). Eu tenho uma promessa, se eu prometer, vou cumprir. Se eu prometo, eu cumpro. Aprendi com meu pai, você tem sua palavra. Se der, cumpra. Tenho uma promessa com o Marcos Braz (vice-presidente de futebol do Flamengo), antes de eu sair (de dar prioridade ao Flamengo)", disse Michael em entrevista ao canal do Alê Oliveira no Youtube.
"Não tem nada definido, nem para ir e nem para ficar. Hoje, eu vou voltar. Mas nem comprei minha passagem ainda. (Prometi ao Braz) que o dia que falasse que ia voltar para o Brasil, ele ia sempre ter a preferência. Pelo carinho, pelo respeito", complementou o jogador.
Michael ainda revelou que enfrenta dificuldades de adaptação na Arábia Saudita, embora tenha sido bem recebido no país. Segundo o atacante, ele não tem conseguido ser "ele mesmo". O jogador também afirmou que a recente morte de sua mãe influenciou o desejo de retornar ao Brasil.
"Lá (na Arábia Saudita) tem sua cultura. Sou um cara muito alegre, gosto de música, gosto da resenha. Lá é um pouco diferente. Lá eu tenho que não ser eu. É realmente um trabalho. Eu chegava no Flamengo e o pessoal falava: o doidinho chegou. Chego cantando, gritando, converso com todo mundo. Aí chega lá e.eu não falo inglês, não falo árabe. É difícil para mim essa adaptação. E eu sou um cara que gosta de treinar demais, então é difícil para mim", disse.
"Perdi minha mãe há um mês. Estou com muita saudade dos meus irmãos e do meu pai. Parece que a gente quer ficar mais próximo dele. Foi um baque, minha mãe ficou internada 12 dias. Ai nessa hora você pensa: de que adianta o dinheiro? Eu tinha dinheiro que podia, mas não consegui salvar minha mãe. E aí? Você vê que o dinheiro não é tudo. Eu levei minha mãe para o Rio, fiquei com ela dois dias antes de viajar. Ela estava boa, tomando a cervejinha dela, comendo a carninha dela, e quando eu volto é para velar minha mãe. Para mim, é um baque. Não é só o futebol em si, que lá não é tão legal. Tem a saudade da família", acrescentou.









