VAR repete gol do River 35 vezes para convencer árbitro de toque de mão
Chileno Roberto Tobar chega a afirmar "para mim, é gol", mas posteriormente aceita opinião de assistente e volta atrás na decisão de campo

A Conmebol divulgou nesta quinta-feira (7) a conversa entre o árbitro Roberto Tobar e a cabine do VAR, chefiada por Rafael Traci, durante a análise do gol anulado do River Plate sobre o Vélez Sarsfield, pela volta das oitavas da Libertadores. O lance é repetido 35 vezes, e o assistente é chamado para que o chileno tenha segurança de cravar que houve um toque de mão.
No campo de jogo, aos 33 do segundo tempo, o camisa 7 Matías Suárez ganha de cabeça e empurra a bola para as redes, mas com um toque em seu braço antes dela cruzar a linha. Após cerca de cinco minutos, muita discordância entre árbitro e cabine do VAR e opinião do bandeirinha, Tobar anulou o gol.
Em um certo momento, o chileno chega a dizer "para mim, é gol", mas a cabine insiste em mostrar vários ângulos e em afirmar que houve o toque. Nesta quinta, o árbitro disse à imprensa argentina que não se sentiu seguro para anular o gol, e, por isso, chamou o bandeirinha, que concordou com a cabine.
"Depois de rever as imagens várias vezes, observo um contato que não me deixa seguro para anular. Nesse momento, senti que era importante mais uma avaliação de um membro dos meus colegas de campo, para o qual chamo Claudio Ríos (assistente 2), para que ele também possa verificar e me dar sua opinião", disse Tobar.
Um 1 a 0 a favor do River Plate levaria a decisão para os pênaltis, já que o Vélez venceu o jogo de ida com uma vantagem mínima. Depois do gol anulado, o placar se manteve zerado e os Milionários deram adeus à Libertadores. Nas quartas, o Vélez enfrentará o também argentino Talleres.









