Chefe da Polícia de Paris reconhece erros em confusão antes da final da Champions
Líder da segurança da capital francesa admite ter sido um "fracasso" os incidentes ocorridos nos arredores do Stade de France

Nesta quinta-feira (9), Didier Lallement, chefe da Polícia de Paris, foi ouvido no Senado local para esclarecer as confusões ocorridas antes da final da Champions League, no último dia 28 de maio. O líder da segurança capital francesa reconheceu os erros cometidos pelos agentes policiais e pediu desculpa aos torcedores que sofreram algum tipo de violência durante os incidentes.
Didier Lallement primeiramente reconheceu que o trabalho da polícia não foi positivo: "Não fugindo às minhas responsabilidades, tento olhar o mais claramente possível para o que aconteceu naquela noite. Foi obviamente um fracasso porque as pessoas foram empurradas ou agredidas quando o que devíamos fazer era lhes dar segurança. A imagem do país foi manchada", afirmou o chefe da polícia parisiense.
O responsável pela segurança pública da capital da França se desculpou principalmente pelo uso de gás lacrimogêneo para dispersar torcedores durante os momentos de tumulto. Didier Lallement apontou que o gás pode ter atingido pessoas que sequer estavam envolvidas em atos de violência.
"Usamos o gás por ser a única maneira que conhecemos para afastar uma multidão. Foi um erro usar contra as pessoas. Estou ciente de que pessoas de boa-fé foram atingidas, por vezes até famílias, o que lamento. Mas não havia outra opção, funcionou", completou Lallement.
Os torcedores do Liverpool tentaram invadir um acesso ao estádio em que o portão estava fechado. A polícia reagiu com gás de pimenta #ChampionsNoSBT pic.twitter.com/fGAYnSQjD8
? SBT Sports (@sbt_sports) May 28, 2022
O pedido público de desculpas do chefe da Polícia de Paris surge em direção oposta ao que foi dito por autoridades francesas dois dias depois da conquista do Real Madrid. Ministro do interior do país europeu, Gerald Darmanin alegou que a confusão foi motivada por muitos torcedores que tinham ingressos falsos. O político defendeu a operação policial.
A Uefa anunciou ainda no dia 30 de maio que uma investigação independente irá apurar os fatos ocorridos antes da final da Champions League. "O inquérito examinará a tomada de decisão, a responsabilidade e os comportamentos de todas as entidades envolvidas na decisão final", comunicou a confederação europeia.









