Jogadores da Inglaterra se incomodam com violações de direitos humanos no Catar
Atletas receberam um relatório que revelou diversos casos de abusos a direitos humanos no país-sede da Copa de 2022

Jordan Henderson, capitão do Liverpool e um dos líderes da seleção da Inglaterra, disse que os jogadores do país ficaram chocados ao assistir a um relatório sobre violações de direitos humanos no país-sede da Copa do Mundo de 2022, o Catar.
"Quando recebemos o relatório, que foi muito importante, foi bastante chocante e desapontante. É horrendo quando você vê alguns dos problemas que acontecem e aconteceram no Catar", afirmou o volante.
Segundo ele, os atletas estão discutindo alguma forma de se manifestar sobre a questão. "Como um time, estamos meio que digerindo ainda, levantando ideias do que queremos fazer. É uma oportunidade de chamar atenção para alguns problemas e usar nossas plataformas para fazer uma mudança para a melhor", completou.
A pessoa que entregou o relatório ao elenco foi o técnico Gareth Southgate. Entretanto, para ele, boicotar a participação inglesa no torneio internacional é algo que não traz efetividade.
"Eu realmente não sei se isso (boicote) alcança alguma coisa. Seria uma grande história, mas o torneio continuaria. Há algumas coisas religiosas e culturais que são difíceis de mudar. O maior problema que não é religioso ou cultural é o que aconteceu na construção dos estádios. Mas não podemos fazer nada sobre isso, infelizmente", disse o treinador.
De acordo com a Anistia Internacional, no Catar, milhares de trabalhadores dos estádios da Copa ficam meses sem receber salário, são proibidos de trocar de emprego, e não são permitidos a formarem sindicatos para lutar coletivamente por direitos. Também há suspeitas de mortes, decorrentes desses serviços, que não foram investigadas.









