Séries A e B do Brasileirão estão entre as ligas que mais trocam técnicos
Centro de Estudo Internacional do Esporte aponta que, em média, um treinador fica 120 dias no cargo de um time da primeira divisão do Brasil

O CIES Football Observatory (Centro de Estudo Internacional do Esporte) divulgou um novo estudo sobre o tempo de permanência dos treinadores em ligas de todo o planeta. De acordo com o órgão, as Séries A e B do Campeonato Brasileiro estão entre os 10 torneios nacionais que mais trocam técnicos.
Em média, um treinador fica no cargo por 120 dias na Série A do Campeonato Brasileiro. O número coloca a principal divisão do país como a nona liga do planeta com menor tempo de permanência dos técnicos. Sétima colocada do ranking, a segunda divisão tem 104 dias como tempo médio de permanência.
A competição que troca profissionais em menor prazo é o Campeonato Peruano. O torneio tem 76 dias como tempo médio de permanência dos técnicos. A América do Sul tem seis campeonatos entre as 10 ligas que mais trocam treinadores. Veja abaixo.
- 1º: Peru - 76 dias
- 2º: Chile (segunda divisão) - 82
- 3º: Bolívia - 95
- 4º: Chile (primeira divisão) - 96
- 5º Hungria - 99
- 6º: Indonésia - 103
- 7º: Série B do Brasileirão - 104
- 8º: Armênia - 111
- 9º: Brasileirão Série A - 120
- 10º: Albânia - 127
E as ligas europeias?
O artigo do Centro de Estudo Internacional do Esporte analisou 1866 clubes de 126 torneios, sendo que 89 países foram analisados pelo CIES Football Observatory. As principais competições da Europa possuem média semelhante de permanência de técnicos.
La Liga troca um treinador a cada 448 dias, seguida por Premier League (332), Ligue 1 (276), Bundesliga (276) e Serie A Italiana (243). Embora possam saltar aos olhos se comparadas com a realidade brasileira, as principais ligas europeias estão longe da competição que mais mantém técnicos no planeta.
A primeira divisão da Irlanda do Norte é o torneio que possui maior tempo médio de permanência dos treinadores. Em média, a liga do país do Reino Unido mantém os profissionais no cargo por 1066 dias, o que dá pouco menos de três anos de trabalho.









