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Presidente da Uefa detalha resgate de brasileiros da Ucrânia: "Pessoas em pânico"

Alexsander Ceferin afirmou que esteve em contato com o jogador Júnior Moraes "a cada hora" e prometeu "fazer de tudo" para tirá-los do país invadido pela Rússia

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Presidente da Uefa detalha resgate de brasileiros da Ucrânia: "Pessoas em pânico"
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presidente da Uefa, Alexsander Ceferin, detalhou como contribuiu para o resgate de jogadores brasileiros da Ucrânia
Presidente da Uefa, Alexsander Ceferin, contou como contribuiu para o resgate de brasileiros da Ucrânia: Foto: Manu Fernandez / AP

O presidente da Uefa, Alexsander Ceferin, detalhou como contribuiu para o resgate de jogadores brasileiros da Ucrânia. Em entrevista ao Ge, o mandatário afirmou que esteve em contato com o grupo "a cada hora" e, numa tentativa de acalmá-los, prometeu "fazer de tudo" para tirá-los do país invadido pela Rússia.

"Recebi um telefonema de um ex-jogador croata, que hoje é diretor de futebol do Shakhtar Donetsk, Darjo Srna. Ele me disse que a situação era terrível, que estavam em um abrigo. Eram 47 pessoas, com crianças e esposas. Eu pedi a ele que me desse o número do Júnior Moraes, o mais experiente daquele grupo. Eu liguei para o Júnior e ele me disse: ?Você é o único em 48 horas que pegou o telefone e ligou para nós. Ou que atendeu o telefone. Ninguém pode fazer nada?", contou Ceferin, que continuou:

"Eu tentei entrar em contato com alguns governos, mas todos disseram: ?Nós não podemos nos responsabilizar, eles devem ficar lá?. Então, junto com as federações de futebol da Ucrânia, da Moldávia e da Romênia, nós organizamos tudo. Eu fiquei no telefone por 48 horas, como se meus filhos tivessem saído à noite e eu preocupado que algo poderia estar errado. Falei com o Júnior Moraes a cada hora, algo assim, e enquanto isso algumas pessoas lá estavam entrando em pânico, porque elas queriam sair de lá. Então eu tentei acalmá-las, eu tive que prometer que faria de tudo, o que não é fácil de prometer quando você não tem tudo sob controle. Eu entendo, de certa maneira, que governos não assumam o risco. Então foi uma grande pressão para mim, mas agradeço a Deus que está tudo bem."

Ceferin comentou a decisão tomada em conjunto com a Fifa de banir seleção e clubes da Rússia de competições internacionais. O presidente afirmou que "parte seu coração" ver atletas tendo de pagar por uma decisão que não é deles.

"Antes de tudo, decidir que clubes russos e a seleção não podem competir foi a decisão correta por causa de toda a situação. Mas de outro ponto de vista, parte meu coração ver que os atletas têm que pagar por uma decisão que não é deles. E por uma guerra que não é deles", disse.

"Mas nem tudo se resolve com sanções. A Fundação da Uefa já alocou 1 milhão de euros para as crianças na guerra. É muito cedo para investir no futebol porque a guerra está em curso. Eu falo todos os dias com o presidente da federação de futebol da Ucrânia, e vamos ajudar assim que houver uma maneira de ajudar. Por enquanto, o que importa é tirar os jogadores estrangeiros de lá, permitir que eles possam ir por empréstimo para outros clubes, algo que fizemos em conjunto com a Fifa. Claro que continuamos a acompanhar a situação, que está mudando a cada hora e não a cada dia", acrescentou.

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