Leila Pereira ignora pressão no Palmeiras: "Não quero paz. Quero conflito"
Mandatária revela rompimento com principal torcida organizada do clube e diz que manteria Olivério à frente do departamento de comunicação

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, fez um balanço de seus turbulentos três meses de mandato. Em entrevista ao Estadão, a mandatária afirmou não ligar para a pressão que sofre por parte da torcida alviverde.
"A cobrança não me incomoda, não quero ter paz. Eu quero o conflito."Esse é o futebol. Jamais imaginei que as pessoas iam bater palmas para mim quando estivesse sentada na cadeira da presidência", declarou Leila.
A presidente ainda comentou a polêmica saída de Olivério Júnior, que é seu assessor pessoal, do comando do departamento de comunicação do Verdão. De acordo com Leila, a decisão de tirá-lo do cargo não foi dela.
"Foi decisão do Olivério de sair. Por mim, ele continuaria à frente do departamento de comunicação do Palmeiras. Não me vejo acuada em hipótese alguma com isso. Zero. Não me sinto acuada em nada. Não vou me dobrar à pressão de ninguém. Vou deixar claro que a presidente do Palmeiras sou eu. Todos querem mandar aqui. Não vão", disse.
"É crime isso o que estão fazendo, pedindo a demissão de um colaborador por ele ser torcedor de outro time (no caso, o Corinthians). Nunca perguntei isso para nenhum de meus colaboradores", complementou.
Leila ainda revelou que a demissão de Olivério culminou no rompimento das relações com a principal torcida organizada do clube. A mandatária afirmou que havia contribuído com R$ 200 mil para que integrantes da organizada viajassem para Abu Dhabi, palco do Mundial de Clubes. A presidente afirmou que solicitou a devolução da quantia e disse que não irá mais contribuir com qualquer tipo de auxílio.
"Sou a mesma do meu primeiro dia, mas a minha percepção é que as pessoas mudaram comigo. Antes de ser presidente, o torcedor me tratava com carinho e paciência. A partir do momento que me tornei presidente, começou uma cobrança sem fundamento. Eles entendiam que a Leila não teria limites (financeiros). Não é assim. A gastança e o descontrole são um absurdo no clube. Estou dando um basta nisso", avaliou.









