MP da Suíça pede prisão de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG
Mandatário do clube francês tem pedido de prisão confirmado por cometer crime de corrupção com Jérôme Valcke, antigo secretário-geral da Fifa

O Ministério Público da Suíça pediu a prisão do presidente do PSG, o catari Nasser Al-Khelaifi, e de Jérôme Valcke, antigo secretário-geral da Fifa. Os dois são apontados por um acordo corrupto que facilitou a compra de direitos de transmissão para as Copas do Mundo de 2026 e 2030. O pedido de prisão de Al-Khelaifi e Valcke é mais um desdobramento do Fifagate, escândalo ligado ao mundo do futebol deflagrado em 2015.
Promotores do Ministério Público da Suíça anunciaram o pedido de prisão de Nasser Al-Khelaifi e Jérôme Valcke na tarde dessa última terça (8). O Tribunal de Recursos do Tribunal Penal Federal da Suíça solicitou prisão de 28 meses do catari, enquanto o ex-dirigente da Fifa tem pedido de reclusão de 35 meses.
Nasser Al-Khelaifi e Jérôme Valcke são apontados como participantes de um acordo corrupto para compra de direitos de transmissão. O catari, que também preside a beIN Media, teve facilitado o processo de aquisição dos direitos das Copas de 2026 e 2030 ao presentear Valcke com uma casa de 5 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões).
Os dirigentes foram absolvidos inicialmente em primeira instância. Entretanto, uma das promotoras do caso solicitou o cumprimento da pena. Nasser Al-Khelaifi e Jérôme Valcke alegam que o acordo não causou prejuízo à Fifa, já que o valor desembolsado pela beIN Media é 60% maior em relação ao montante pago para as edições de 2018 e 2022 da competição. O grupo de Al-Khelaifi exibe a Copa do Mundo no norte da África e no Oriente Médio.
O presidente do PSG e o ex-dirigente da federação internacional não serão condenados por corrupção privada. A Fifa entrou em acordo com o catari e retirou a queixa dos tribunais em janeiro de 2020. O caso de Nasser Al-Khelaifi e Jérôme Valcke é mais um desdobramento do Fifagate, operação deflagrada em 2015. Há sete anos, diversos dirigentes ligados ao mundo do futebol foram presos na Suíça por causa de esquemas de corrupção envolvendo direitos de transmissão do esporte mais popular do planeta.









