Roger valoriza empate e admite atuação abaixo do São Paulo no Chile
Técnico destaca ponto conquistado fora de casa, reconhece dificuldades do São Paulo e explica estratégia de rodízio na Sul-Americana

O São Paulo voltou do Chile com apenas um ponto na bagagem e também com a sensação de que poderia ter produzido mais. Na noite desta quinta-feira (07/5), o Tricolor empatou sem gols com o O’Higgins, pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, e chegou ao terceiro compromisso consecutivo sem vitória na temporada. Mesmo assim, o técnico Roger Machado avaliou de forma positiva o resultado conquistado fora de casa.
Após a partida, o comandante são-paulino ressaltou o contexto da escalação alternativa utilizada no Chile e afirmou que o empate acabou sendo mais valioso do que o desempenho apresentado pela equipe no estádio El Teniente.
“Pelo coletivo, de um time que pouco joga junto e tem apenas entrosamento de treino, não de jogo, penso que foi um resultado importante. Melhor que a atuação, obviamente”, disse.
Durante boa parte do confronto, o São Paulo encontrou dificuldades para controlar o jogo. O O’Higgins criou as principais oportunidades, principalmente na etapa final, quando acertou o travessão e obrigou o goleiro Coronel a fazer intervenções importantes. Roger reconheceu os problemas defensivos e os erros de construção da equipe ao longo da partida.
“Poderíamos ter, coletivamente, jogado melhor. Nos momentos que o adversário teve oportunidade, fomos nós que devolvemos a bola em momentos inadequados, erramos coberturas, não estivemos perto para cruzamentos. Primeiro tempo equilibrado, no segundo o adversário teve oportunidades. É um ponto importante. O que a partida mostrou foi que o adversário criou mais chances”, acrescentou o treinador.

São Paulo segue líder na Sul-Americana, em meio a calendário apertado
Mesmo sem convencer, o Tricolor manteve a liderança do Grupo C, agora com oito pontos somados, acumulando duas vitórias e dois empates na competição continental. A campanha consistente permitiu que Roger adotasse novamente uma estratégia de preservação física, repetindo o planejamento utilizado anteriormente na competição.
O treinador explicou que o calendário apertado e o desgaste acumulado obrigam a comissão técnica a administrar os minutos dos atletas ao longo da temporada, principalmente em um ano marcado pela realização da Copa do Mundo.
“A rodada anterior, junto com as vitórias anteriores, nos deu condição de fazer a gestão, tendo em vista os próximos jogos que temos. Fazemos o planejamento macro, mas a cada rodada vamos fazendo pequenas alterações, pensando em levar o time mais competitivo e fresco”, afirmou.
Diferentemente da viagem para enfrentar o Millonarios, quando sequer levou os principais jogadores, Roger desta vez relacionou os titulares para o banco de reservas. Segundo ele, a ideia era ter alternativas caso a equipe precisasse mudar o cenário da partida.
“Agora, o pensamento foi trazer o que tínhamos de melhor. Aqui, os que ficaram foi por necessidade mesmo. A ideia era que eu buscasse usá-los de alguma forma se sentisse muita necessidade, mas acho que quem entrou contribuiu para lavarmos esse ponto”, completou.
Agora, o São Paulo muda o foco para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo (10/5), o Tricolor encara o Corinthians, na Neo Química Arena, em clássico válido pela 15ª rodada da competição nacional.









