Crise política e financeira atrasa planejamento do São Paulo
Tricolor chega ao fim do ano sem definir o futuro de Dorival Júnior e cinco jogadores

Crise política e financeira atrasa planejamento do São Paulo
O calendário do futebol não espera a política do São Paulo. Enquanto os rivais começam a organizar os elencos para 2027, o Tricolor Paulista se aproxima do fim da temporada sem encaminhar decisões importantes sobre permanências. A eleição presidencial, prevista para dezembro, e a limitação financeira mantêm o clube em compasso de espera num momento em que cada semana pode fazer diferença no mercado.
A indefinição começa no comando do clube. Harry Massis não deve buscar a reeleição, e o grupo governista ainda não escolheu seu candidato. Pela oposição, Marcelinho Portugal é o único nome oficialmente lançado até o momento. Sem saber quem assumirá a presidência, o clube evita compromissos que terão impacto direto no orçamento e na montagem do elenco.
O custo da procrastinação no São Paulo
Dorival Júnior está entre as decisões mais urgentes. O contrato do técnico termina em dezembro, mas não houve definição sobre a continuidade. Após o revés no San-São, deixou claro que a permanência também depende da diretoria. Dessa forma, a declaração expõe um problema que vai além do desempenho em campo, o treinador não sabe se fará parte do projeto seguinte.
A mesma incerteza alcança Rafael Toloi, Lucas, Iago, Cauly e Artur, todos com vínculos que terminam ao fim de 2026. Toloi e Lucas pertencem ao Soberano, de modo que a diretoria precisa decidir se pretende renovar. Por outro lado, os casos de Iago, Cauly e Artur exigem conversas com Bahia e Botafogo, donos dos direitos dos atletas.
Esses empréstimos não oferecem a mesma margem de negociação. Para manter Iago, titular da equipe, o São Paulo precisa discutir valores com o Bahia, pois o acordo não fixou preço de compra. Cauly também pertence ao Esquadrão, mas há opção de aquisição de 50% dos direitos econômicos por 2 milhões de euros, cerca de R$ 11,2 milhões. A obrigação de compra dependia de uma meta de partidas que o meia não atingiu.
Artur exige um investimento ainda maior. O contrato com o Botafogo prevê preferência de compra de 60% dos direitos econômicos por 6 milhões de euros, aproximadamente R$ 36 milhões. O acordo também inclui um mecanismo de reembolso de parte do salário conforme a utilização do atacante, com os custos divididos entre os clubes. Sem uma decisão sobre o orçamento, o Tricolor não tem caminho definido para negociar a permanência.
Assim, a demora pode reduzir as alternativas no mercado, dificultar a montagem do elenco e transferir decisões urgentes para uma gestão que terá pouco tempo para organizar a próxima temporada. A eleição vai definir quem comandará o clube, mas o calendário já cobra respostas. Quanto mais o Tricolor adiar as conversas, menor será o espaço para planejar 2027 com antecedência.











