Robinho deve ficar preso por 3 anos e meio antes de ir para o semiaberto
Defesa do ex-atleta entrou como novo pedido de habeas corpus para tentar reverter a prisão

Preso nesta quinta-feira (21), por estupro coletivo cometido na Itália, em 2013, Robinho já foi encaminhado para a penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo. De acordo com a lei de execução penal, o ex-atleta deve ficar preso por até 3 anos e meio, antes de progredir para o semiaberto.
"O cálculo é feito de acordo com o artigo 112 da Lei de Execuções Penais. No caso do Robinho, o crime é considerado hediondo e, por ser réu primário, é preciso cumprir 40% da pena em regime fechado", explicou Carolina Carvalho de Oliveira, advogada criminalista da Campos & Antonioli Advogados Associados.
A defesa do ex-atleta entrou nesta sexta (22) com um novo pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), para reverter a prisão do atleta condenado a nove anos de reclusão. Segundo a nova solicitação os advogados dizem que Robinho "vem sofrendo constrangimento ilegal imposto pelo Superior Tribunal de Justiça" (STJ).
Relembre o caso
Robinho foi condenado em última instância em 2022, na Itália, por estupro coletivo contra a uma jovem albanesa de 23 anos, em uma boate em Milão, na Itália, em 2013. Ricardo Falco, amigo do ex-atleta, também recebeu a mesma sentença.
De início, o governo italiano pediu a extradição de Robinho, mas a Constituição Federal não permite essa medida para brasileiros natos. O país europeu solicitou, então, a homologação da pena, que foi aprovada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) na última quarta-feira (20).
Robinho se entregou à polícia na noite dessa quinta (21), em Santos, no litoral sul paulista. Antes de ser levado para o presídio, o ex-jogador passou por audiência de custódia e exame de corpo de delito no IML.








